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Ataque zumbi inspira livro de morador de Santo André

Caroline Garcia
Do Diário OnLine
11/01/2016 | 13:59
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Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Metade da população mundial está morta. David, sua filha Bia e seu irmão Beto são sobreviventes de um ataque zumbi e precisam sair de Santo André para chegar até um abrigo em Cubatão. A jornada do trio é o enredo do livro O Terror Depois do Tudo, primeira obra do andreense Alessandro Bortoleto Rodrigues, 35 anos.

Formado em Desenho Industrial e especialista em qualidade, Rodrigues precisou ficar um tempo em casa devido a um tratamento médico, o que o inspirou a começar o projeto. “Escrevi algumas linhas em outubro de 2014, resolvi continuar para ver até onde ia e o livro ficou pronto na metade do ano passado.”

A intenção, no entanto, não era publicar. “Minha esposa que me aconselhou a ver como funcionava o esquema de publicação. Liguei para duas editoras, que me fizeram propostas. Optei pela Chiado e, além das 750 cópias no Brasil, ainda vou ter mais 250 em Portugal”, comemora.

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Apesar de a história lembrar a série de televisão The Walking Dead, a inspiração, segundo o autor, veio de livros de terror. “É um gênero que sempre me agradou, principalmente os livros de Stephen King e Thomas Harris.” Foram cerca de nove meses, entre outubro de 2014 até meados de 2015, para que a história zumbi do Grande ABC, de 228 páginas, ficasse pronta.

O ponto de partida do enredo é justamente Santo André, onde os personagens moram, mais especificamente, na Vila Guiomar. “Na busca por um abrigo e se adaptando à nova realidade do mundo em meio a um ataque zumbi, a família, inclusive, passa em frente ao Diário do Grande ABC, além de alguns pontos de São Paulo, como Avenida dos Estados, Mercado Municipal e a antiga Casa de Pedra na Estrada de Santos.”

Apesar de já ter editora certa, Rodrigues ainda precisa arcar com os custos de edição e diagramação, que somam R$ 1.500. Para isso, está em busca de financiamento coletivo no Catarse. A proposta do site é conseguir o valor até dia 14 de fevereiro.

A vontade de Rodrigues é continuar escrevendo. “A história do David se fecha, mas já estão surgindo histórias de outros contos", finaliza.




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