
"Estamos vendo cada vez mais casos que nao tinham vindo à tona anteriormente", teria afirmado um funcionário do Burô Feminino do Ministério do Trabalho. "Acho que está se difundindo entre as mulheres a idéia de que o assédio sexual é algo que nao deve mais ser tolerado."
Segundo a Kyodo, cifras divulgadas pelo Ministério indicam que este recebeu denúncias de quase 9.500 casos de assédio sexual entre abril de 1999 e final de março deste ano.
Cerca de metade dos casos foram registrados por funcionárias, e o resto por empresas indagando como lidar com casos desse tipo. O número de casos de assédio sexual teria triplicado entre 1997 e 1998.
O aumento acentuado do número de casos denunciados pode ter sido motivado pela revisao da lei trabalhista realizada em 1999, pela qual passa a ser responsabilidade das empresas proibir a discriminaçao e o assédio sexuais nos locais de trabalho.
Em cerca de 10% dos casos, funcionárias disseram ter sido tratadas injustamente no trabalho por seus superiores do sexo masculino depois de negar-se a ter relaçoes sexuais com eles. Uma das queixas mais freqüentes das mulheres é que as empresas, quando informadas do problema, nao fazem nada para resolvê-lo.
O repúdio ao assédio sexual vem crescendo nos últimos anos no Japao, onde mulheres no metrô freqüentemente sao apalpadas por passageiros homens e o assédio sexual no trabalho é uma ocorrência comum, mas que raramente é denunciada porque causa vergonha a suas vítimas.
No mais recente caso divulgado que teve maior repercussao, 'Knock' Yokoyama, o conhecido governador da segunda maior cidade japonesa, Osaka, foi obrigado a pedir demissao depois de submeter uma estudante universitária a assédio sexual.
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