
"Os bancos insistem, nas negociações, em dizer que são o setor da economia que menos demite, comparando-se indevidamente com setores que atravessam crises pontuais. Mas o que estamos verificando é diferente. Existe uma tendência de redução de postos de trabalho justamente no setor que não vive nenhuma crise e que vem obtendo altos lucros", afirma Roberto von der Osten, presidente da Contraf-CUT.
Das 27 unidades da Federação, 23 Estados registraram saldos negativos de emprego, sendo que as reduções mais expressivas foram no Rio de Janeiro (-1.023), São Paulo (-782), Minas Gerais (-618) e Rio Grande do Sul (-579). Em quatro Estados houve saldo positivo entre desligamentos e admissões, com destaque para o Pará, com geração de 108 novos postos de trabalho, seguido por Mato Grosso, com 39 novos postos no período.
A pesquisa também mede a rotatividade no setor. Nos sete primeiros meses do ano, os bancos contrataram 20.426 funcionários e demitiram 26.290. Além disso, o salário médio dos admitidos é menor que o dos dispensados, de R$ 3.427,10, contra R$ 6.234,13, respectivamente. "Assim, os trabalhadores que entraram nos bancos receberam valor médio 55% menor que a remuneração dos dispensados", diz a nota. Já a média dos salários dos homens admitidos pelos bancos foi de R$ 3.757,29 ao passo que a remuneração das mulheres ficou em R$ 3.065,40, valor 18,4% menor que o pago aos colegas homens.
Metodologia
O estudo é feito mensalmente, em parceria com o Dieese, e usa como base os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
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