Política Titulo Em Diadema

Conselho irá à Justiça contra Zé Augusto

Grupo acusa secretário de Saúde de burlar escolha
de integrantes para conferência sobre futuro do setor

Caio dos Reis
Especial para o Diário
30/06/2015 | 07:36
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Nario Barbosa/DGABC
Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O conselho popular de Saúde de Diadema entrará com ação na Justiça comum para impedir a realização da conferência municipal da área, que está programada para acontecer na quinta-feira para debater o futuro do setor para os próximos anos. Um grupo de conselheiros populares acusa o titular da Pasta, o ex-prefeito José Augusto da Silva Ramos (PSDB), de burlar processo que define delegados que irão atuar na nona edição da atividade.

O presidente do Sindema (Sindicato dos Funcionários Públicos de Diadema), José Aparecido da Silva, o Neno, confirmou que a ação tem apoio do sindicato, que irá entrar concomitantemente com moção de repúdio no Paço. “O sindicato achou absurdas a não divulgação do calendário e não participação da população na conferência”, afirmou o dirigente.

A ação virá acompanhada com pedido de liminar e deve ser impetrada até quarta-feira. O caso também é acompanhado pela bancada de oposição ao governo do prefeito Lauro Michels (PV) na Câmara (veja mais ao lado).

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De acordo com os conselheiros, Zé Augusto não teria percorrido as etapas de seleção dos integrantes dos blocos ou divulgado o processo, atitudes que desrespeitam o próprio estatuto. Os reclamantes ainda disseram que existia a promessa de que eles seriam avisados sobre as etapas do processo de seleção, o que não aconteceu. Os conselheiros acusaram a Pasta de excluí-los da escolha. Os nomes dos integrantes foram definidos entre os dias 16 e sexta-feira.

Favorável ao movimento dos conselheiros, Ricardo Yoshio (PRB), que preside a comissão de Saúde da Câmara de Diadema e faz parte da base de sustentação do governo Lauro Michels, prometeu averiguar a situação. O parlamentar, que é médico, encaminhou documento para adiamento da conferência, que acontece no mesmo horário da sessão ordinária da Câmara. Ainda não há decisão sobre a solicitação.

Por nota, o Paço afirmou que os 124 delegados da nona conferência municipal foram determinados depois de plenárias de usuários do setor.

EM CRISE
Sindicato, servidores e Zé Augusto estão em rota de colisão desde o momento em que Lauro decidiu colocar o ex-prefeito à frente da Secretaria de Saúde de Diadema. O primeiro episódio ocorreu no primeiro semestre de 2013, quando Zé Augusto acusou médicos de burlarem sistema de marcação de pontos de horas trabalhadas e adotou medidas de austeridade na Pasta. Aproximadamente 150 médicos pediram demissão, a maioria por não concordar com a política adotada pelo tucano.

Em setembro, Zé Augusto registrou BO (Boletim de Ocorrência) contra cinco médicas que protestavam em frente à sua casa, no bairro Eldorado. Ele também acionou a Justiça, alegando que as profissionais ofenderam sua honra e promoveram perseguição. O tucano pedia indenização de R$ 305 mil , mas perdeu no TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo).

Bancada do PT promete acionar MP

A bancada do PT na Câmara de Diadema, que faz oposição ao prefeito Lauro Michels (PV), prometeu recorrer ao Ministério Público para acompanhar a escolha de conselheiros que participarão, na quinta-feira, da conferência de Saúde do município. O ato serve como outro na linha de frente para impedir a realização da atividade, marcada para quinta-feira. Representantes dos conselhos de Saúde da cidade dizem que a escolha dos integrantes foi burlada pelo secretário José Augusto da Silva Ramos (PSDB).

“A bancada do PT se comprometeu a estar junto no acompanhamento deste caso, apoiando a ação no MP e protestando para tentar impedir a realização da conferência. A atuação deste secretário extrapola todos os limites da razão e da coerência”, reclamou Manoel Eduardo Marinho, o Maninho (PT).

O bloco petista se reuniu ontem à noite com a direção do Sindema (Sindicato dos Servidores Públicos de Diadema) e com os acusadores. “Chegamos à conclusão que o processo foi uma imoralidade.”




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