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Região consome 200
mil pastéis por mês


Vinicius Gorczeski
Especial para o Diário

04/09/2011 | 07:25


Duzentos mil pastéis. Essa é a média de salgados consumidos nas 194 feiras livres da região que ocorrem de terça-feira a domingo. Todas têm, pelo menos, uma barraca de pasteleiro. A cada feira são vendidos cerca de 1.000 pastéis, segundo profissionais do setor. Contudo, nos “dias bons”, como dizem os pasteleiros ouvidos pela equipe do Diário, esse número pode ser ultrapassado com tranquilidade.

Os preços dos sabores tradicionais de carne, queijo, pizza ou bauru variam entre R$ 2,50 e R$ 3,50. Isso conforme o município e o bairro onde a feira é realizada. Os pastéis especiais têm valor dobrado, variando entre R$ 5 a R$ 6.

Mas para quem pensa que o negócio é uma mina de ouro, os pasteleiros são enfáticos: ganhos existem, mas o trabalho é árduo. O casal andreense Hermes e Sandra e o filho Marcelo, de 19 anos, formam trio para atuar em três feiras na cidade. Sozinhos eles produzem e vendem os produtos. Só não estão presentes em mais feiras, pois optam fazem tudo sozinhos.

Para Sandra, o segredo para atrair clientes é o bom atendimento. “Tem que fazer com alegria e gostar de trabalhar com pessoas, pois assim o cliente se torna fiel”, salienta. O contrário ocorre com Cláudio Yamashiro, que devido à expansão do negócio tem nove funcionários trabalhando com ele e a esposa, em Diadema. Os salários para ajudantes de pasteleiros variam de R$ 1.000 a R$ 1.200.

Yamashiro, aliás, é um dos precursores do pastel na região, garante: “Começamos a reunir as famílias junto às mesinhas, como se fosse uma praça de alimentação.” Ele reclama de alguns fiscais da Prefeitura pedem, às vezes, para removê-las.

GASTOS - O empresário trabalha há 30 anos no ramo. São 12 feiras por semana na cidade. A exceção é a segunda-feira, dia reservado para comprar matéria-prima da fabricação dos pastéis. E as despesas não são poucas. São gastos de R$ 450 a R$ 700 a cada semana.

Antonio Angelo Cotes, o pasteleiro Toninho, quantifica o tamanho da compra: são duas toneladas de farinha de trigo por mês, 500 kg de muçarela, 600 kg de carne e 56 kg de presunto a cada 30 dias. São aproximadamente R$ 12 mil apenas nesses ingredientes por mês.

ROTINA - Algo em comum entre os pasteleiros é o pouco tempo disponível para dormir tamanho é o trabalho que dá para gerenciar as barraquinhas nas feiras. São muitos produtos para comprar, compras para fazer e contas a pagar.

“São apenas entre duas e cinco horinhas de sono por noite”, garante o pasteleiro William Kazuyuki. De segunda a quinta-feira ele faz a feira noturna que acontece no bairro Rudge Ramos, em São Bernardo. Ele calcula que comercializa cerca de 1.000 unidades por noite.

Kazuyuki comemora o bom desempenho de sua barraca que vive cheia de consumidores mesmo quando a temperatura está muito baixa. Prova disso são os estudantes Lucas Casadei e Yam Marques, de 18 anos. “À noite só achamos lugares caros para comer. Juntos, gastamos R$ 9”, diz Casadei, que comeu dois pastéis.


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