
Os deputados pretendem saber sobre as atividades de Marcelo PQD como traficante e suas relaçoes com outros traficantes e atividades no Morro do Dendê, na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro. O depoimento de Marcelo PQD será tomado assim que forem reiniciados os trabalhos da CPI do Narcotráfico, previstos para 15 de fevereiro.
Ele foi preso por uma equipe de policiais da Divisao de Repressao a Entorpecentes (DRE) do Rio de Janeiro, chefiada pelo delegado Cláudio Vieira, num sítio de 3,3 mil metros quadrados que o traficante tinha comprado no loteamento 'Recanto dos Pampas', em Gravataí, cidade metropolitana distante 23 quilômetros da capital gaúcha. Ali era um refúgio ocasional do traficante, que visitava a família pelo menos uma vez por mês.
No sítio viviam a mulher de Marcelo, Aline Santos, a irma dela, Aninha, o filho do traficante, de um ano de idade e um homem ligado a Aninha. O refúgio do traficante era cercado por um muro de dois metros de altura e protegido por grades, com poucos contatos com vizinhos. Mais procurado traficante pela polícia do Rio nos últimos meses, Marcelo PQD é o terceiro grande traficante carioca preso ou com imóveis no Rio Grande do Sul.
Em maio de 1996 a polícia descobriu que o traficante Uê tinha adquirido vários imóveis no município gaúcho de Novo Hamburgo. Salas e apartamentos no valor de R$ 700 mil que estavam no nome da mulher dele, Mônica Constantino da Costa, que usava identidade falsa. Em agosto de 1996, o traficante Márcio Nepomuceno, o Marcinho VP, foi preso num apartamento em Porto Alegre pela polícia carioca.
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