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Trabalhadores da Volks podem ficar sem reajuste em 2015

Orlando Filho/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Essa seria uma das condições para trazer novos
produtos; haveria também abertura de um PDV


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

28/11/2014 | 07:21


Os trabalhadores da Volkswagen em São Bernardo podem ficar sem reajuste salarial em 2015 e só com um pequeno aumento em 2016, inferior à inflação do período. Essa é uma das condições de proposta negociada pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC com a montadora, para que a empresa realize investimentos para a renovação do portfólio de produtos na fábrica e não faça demissões em massa. Ontem, em assembleias pela manhã e à tarde com os cerca de 13,5 mil empregados dessa unidade fabril, o sindicato expôs que a direção da empresa informou que não teria como manter as cláusulas do acordo firmado em 2012, que garantia estabilidade no emprego até 2016 e reajustes pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) mais 2% de aumento real todos os anos até 2016.

Entre outros fatores, por causa da forte queda na demanda neste ano – de janeiro a outubro, o setor está com vendas no País 9% menores e exportações 40% inferiores ante mesmo período de 2013 –, a produção da companhia deve ser 25% menor em 2014, com 90 mil carros fabricados a menos que em 2013. “Pela situação atual que a Volkswagen se encontra, existe a necessidade de um aditivo no acordo de 2012”, afirmou Reinaldo Marques, coordenador do CSE (Comitê Sindical na Empresa), o Frangão.

Além disso, para que a empresa se comprometa a implementar projeto de nova plataforma (a base do carro) e três novos modelos completos até 2018, se negociou a retirada de dez pontos percentuais nos reajustes entre 2015 e 2016. Dessa forma, pela proposta, em vez da taxa inflacionária (projetada para janeiro deste ano a março de 2015) de 8%, haveria o abono fixo de R$ 6.372 e outra bonificação de R$ 1.643, junto com a segunda parcela da PLR (Participação nos Lucros e Resultados), em dezembro do ano que vem. E, em março de 2016, se a inflação anual ficar em 6%, se aplicaria 4% de reajuste salarial, e os 2% restantes mais 2% de aumento real seriam pagos como abono (R$ 3.374).

Segundo o sindicato, a Volkswagen diz ter excedente de 2.100 funcionários na fábrica e, por isso, pode ser oferecido PDV (Programa de Demissão Voluntária), com tabela que iniciaria com cinco salários adicionais para quem tem até dez anos de fábrica até 15 salários para quem tem 30 anos ou mais. Porém, para áreas que concentram mais ociosidade (como transmissão e setor de qualidade assegurada) haverá acréscimo de dez salários. Para quem está próximo da aposentadoria, por exemplo, com 33,5 anos de serviço, mas tem laudo (por exemplo, nível de ruído) para obter redução no tempo de contribuição à Previdência Social, teria o pacote do PDV com mais 0,6 de salário por mês que falta para completar os 18 meses e alcançar 35 anos.

Procurada, a Volkswagen informou que, com vistas a manter a competitividade da fábrica e adequar a produção à demanda, foi necessária negociação para nova proposta de acordo coletivo, que traz medidas de flexibilidade e um PDV, entre outros itens. Com esse acordo, a empresa reafirma “a introdução de modelo com plataforma global na unidade”.

Haverá nova assembleia na terça-feira, em que os empregados vão decidir se aprovam ou não o que foi negociado pelo sindicato.
 



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