Das inovações que levará para a avenida este ano, o presidente Walter Costa, o Waltinho, só antecipou a novidade apresentada pelos dez componentes da comissão de frente. “O chapéu será uma minicachoeira. Como vai jorrar água, os integrantes vão desfilar molhados.” Cada escola tem de 30 a 50 minutos para percorrer os 300 m da passarela do samba.
A escolha da água como tema, segundo Waltinho, é por conta da claridade que a escola vai enfrentar durante o desfile: a Estação Primeira do Baeta Neves entra na avenida às 19h. “Como ainda estará claro, não dá para trabalhar com brilhos porque perderiam o impacto. Por isso, nossas alegorias são carregadas na cor branca.”
Para os carros alegóricos, a escola reservou trechos da importância da água para a humanidade. O abre-alas entrará na avenida com um cavalo-marinho tamanho gigante e um globo com um feto. No segundo carro, a escola homenageará os personagens das águas, entre eles Iemanjá e as sereias. A poluição também estará representada no terceiro e último carro. “Um veículo com os faróis acesos vai mostrar o quanto os carros prejudicam a qualidade do ar”, explicou Waltinho.
Fundada em 2001, a escola de samba do Baeta Neves já escreve uma trajetória de conquistas. No primeiro ano foi campeã entre as pleiteantes. No ano seguinte, conseguiu o vice-campeonato do grupo 2. Em 2003, a escola garantiu uma vaga no grupo especial.
Para não perder o posto entre as escolas principais, a Estação Primeira do Baeta Neves começou a trabalhar cedo. Resultado disso é que as fantasias já estão prontas. Agora, os sambistas se empenham em enfeitar e preparar os carros alegóricos. “Começamos a confeccionar as fantasias em março”, disse o presidente da escola.
Ainda há dez vagas para novos componentes. Interessados devem comparecer aos ensaios às segundas, quartas e sextas-feiras, das 19h às 23h, no Olaria Futebol Clube (rua Belarmino Francisco Vasconcelos, 111, Baeta Neves).
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