
Com fantasias luxuosas e efeitos especiais, a São Leopoldo arrancou gritos da platéia logo no início do seu desfile, o terceiro do grupo 2, com o enredo Encanto e Magia. A comissão de frente trouxe as guardiãs das trevas: oito mulheres com plumas negras e roxas e luvas pretas e unhas metálicas em umas das mãos faziam sua evolução entre alguns fachos de fumaça. O carro abre-alas tinha um castelo medieval, luz verde piscante e até um caldeirão, de onde saía fumaça. No segundo carro, o destaque foi a auxiliar administrativa Ana Paula, 24 anos, grávida de seis meses. “Adoro o Carnaval. Mesmo de estivesse grávida de nove meses eu viria desfilar”, disse. A porta-bandeira Meire Morales, 36, primeira dama da São Leopoldo, atribuiu ao esforço da comunidade do bairro Jordanópolis o sucesso na passarela. “Foi nota dez!”
A Rosas Negras quase estourou o tempo máximo de uma hora. A agremiação da Vila Ferreira levou muito verde para falar das lendas da Amazônia, como a vitória-régia, representada por Creusa Borges no carro abre-alas; o boto cor-de-rosa e curupira. Sensualidade foi a ordem na passarela. Uma das fantasias, dividida em azul e preto, retratou o encontro dos rios Solimões e Negro. Já a Terceira Idade Brilha São Bernardo, que falou sobre o jogo de xadrez, abriu o grupo 2, trazendo 220 integrantes com mais de 50 anos e outros 70 mais novos. O aposentado Rodrigo Cornavan Gomes, 73 anos, o mais velho da escola, saiu na bateria tocando surdo, que ele prefere chamar de treme-treme. “É um pouquinho pesado, mas a gente aguenta porque gosta do que faz”, disse ele, em ótima forma física.
Pleiteantes – Os desfiles começaram às 20h20 – com 20 minutos de atraso –, depois da abertura oficial do Carnaval, que reuniu os organizadores do evento e os casais de mestre-sala e porta-bandeira de cada uma das escolas. A Estação Primeira de Baeta Neves apostou no tema Do Sonho à Realidade, em que descreveu a esperança de um mundo melhor no futuro: sem guerra, com educação e saúde para todos. Para isso, usou a criatividade nas fantasias. Em seguida, entrou no sambódromo a Gaviões do Morro, do bairro DER, favorita na disputa com a adversária. Falando dos diversos tipos de dança, a escola inovou na batida da bateria quando era cantado o refrão “E o chá-chá-chá vai abalar”. A comissão de frente era composta por quatro casais que dançavam gafieira.
Entre a noite de segunda e madrugada de terça-feira, desfilariam as sete escolas do grupo 1. A apuração acontece amanhã no Ginásio Poliesportivo.
Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.