Política Titulo Eleição

Reali e Aidan renunciam
ao comando do Consórcio

Medo de ficar inelegível afasta prefeitos de Diadema e Santo
André; Kiko irá assumir a entidade e Auricchio será seu vice

25/05/2012 | 07:09
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O prefeito de Diadema, Mário Reali (PT), vai renunciar à presidência do Consórcio Intermunicipal com receio de não receber aval eleitoral para brigar pela reeleição ao Paço diademense. Vice-presidente da entidade, o chefe do Executivo de Santo André, Aidan Ravin (PTB), também deixará o posto para tentar renovar seu mandato na administração andreense.

O comando do grupo de prefeitos ficará com Adler Kiko Teixeira (PSDB), de Rio Grande da Serra, que terá como seu vice José Auricchio Júnior (PTB), de São Caetano. Ambos não disputarão reeleição em suas cidades, em outubro.

A preocupação de Reali e Aidan é ficarem inelegíveis se continuarem exercendo os cargos no Consórcio. Em 2010, a entidade se transformou em personalidade jurídica de direito público, o que, na prática, molda a estrutura do grupo à de uma autarquia municipal. Portanto, será a primeira vez que, por precaução, os líderes da entidade terão de se desligar por causa da eleição.

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Anterior à lei dos consórcios públicos – aprovada em 2005 –, a legislação eleitoral não especifica que gestores têm obrigatoriamente de se desligar do comando da instituição regional caso concorram à reeleição das prefeituras. “A presente desincompatibilização tem por finalidade evitar qualquer possibilidade de impugnação às candidaturas dos prefeitos por interpretação errônea da legislação eleitoral”, informou, por nota, o Consórcio.

A mudança no comando da entidade será efetivada no dia 1º, antecipando a reunião ordinária dos prefeitos, que tradicionalmente é realizada na primeira segunda-feira do mês – cairia dia 4. O objetivo da troca da data é não confrontar a legislação eleitoral, que determina a desincompatibilização de postulantes a executivos quatro meses antes da eleição (neste caso, dia 7 de junho).

A escolha do novo presidente já foi feita durante a semana entre os prefeitos da região. Em seu último mandato em Rio Grande da Serra e com a missão de eleger Gabriel Maranhão (PSDB) como sucessor, Kiko foi designado para comandar a entidade até dezembro. O tucano gerenciou a instituição em 2007. Auricchio, que liderou o grupo em 2009 e será o principal cabo eleitoral da assessora especial Regina Maura Zetone (PTB), ficará com a vice.

A articulação foi confirmada pelo prefeito de Ribeirão Pires, Clóvis Volpi (PV). “Preferi não retornar ao Consórcio, mesmo não disputando a eleição deste ano (ele apoiará seu vice, Edinaldo de Menezes, o Dedé, PPS). Conversei com Auricchio e ele será o vice”, admitiu o verde.

PRUDÊNCIA - Especialista em Direito Eleitoral, Leandro Petrin avaliou a saída de Reali e Aidan do comando do Consórcio como “prudência”. “Foi excesso de zelo do ponto de vista pessoal dos dois, que tentarão a reeleição em outubro. Não havia problema jurídico”, atestou.

Petrin elogiou a postura dos prefeitos, pois ambos acumulariam demasiadas funções e que poderiam atrapalhar o andamento das atividades da instituição regional. “Teriam de ser prefeitos, candidatos e gerenciar o Consórcio. É muita coisa.”

Em janeiro, quando foi reeleito para mais um ano à frente do Consórcio, Reali admitiu que os trabalhos poderiam ficar prejudicados devido à atenção eleitoral dos chefes de Executivo. Colaborou Beto Silva




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