Espreita

A pendência jurídica da pré-candidatura de José Augusto da Silva Ramos (PSDB) fez a sigla em Diadema adotar postura comedida com relação ao fechamento de alianças. A legenda vai esperar o fim das convenções para correr atrás de partidos que não conseguiram se arranjar politicamente.
Os tucanos contam com apoio formal apenas do DEM, que, em Diadema, tem baixa representatividade. As demais conversas ficaram em segundo plano, principalmente porque as candidaturas do prefeito Mário Reali (PT) e do vereador Lauro Michels (PV) têm canalizado as coligações.
Para prolongar o prazo e esperar por adesões políticas, o PSDB local deve marcar as convenções partidárias para a última semana de junho, limite determinado pela Justiça Eleitoral para homologação de candidaturas.
Nos bastidores do PSDB, a incerteza da candidatura de José Augusto é tida como principal motivo para a falta de adesões a mais um projeto do ex-deputado estadual - ele tenta, pela quinta vez consecutiva, retornar à Prefeitura de Diadema (o tucano governou entre 1989 e 1992, pelo PT). José Augusto enfrenta problemas na Justiça que podem enquadrá-lo na Lei da Ficha Limpa e corre para conseguir emplacar recursos no STJ (Superior Tribunal de Justiça) para protagonizar novo pleito no município.
No ano passado, em entrevista ao Diário, José Augusto também reclamou de aliciamento do PT a seus principais aliados. Citou caso de Manoel José da Silva, o Adelson, presidente do PSB municipal. Adelson concorreu por duas vezes como vice na chapa do tucano (em 2004 e 2008) e, em 2010, recebeu e aceitou convite de Reali para comandar a Secretaria de Segurança Alimentar.
A quinta tentativa de José Augusto de retornar ao comando do Parque do Paço será a com menor quantidade de partidos aliados. Em 2004, quando foi derrotado por José de Filippi Júnior (PT) por diferença de 554 votos, contou com 13 siglas em seu arco de alianças. Em 2008, quando caiu ainda no primeiro turno para Reali, obteve apoio formal de nove siglas.
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