Mejía venceu Medina em 2000, mas seu mandato de quatro anos terminou desastrosamente, com uma crise bancária que afundou a economia do país e gerou tanta miséria e pobreza que milhares de pessoas deixaram a República Dominicana. Várias pesquisas de opinião mostram Medina à frente de Mejía, talvez com força suficiente para ultrapassar 50% dos votos e encerrar a disputa já no primeiro turno.
Após oito anos da administração Leonel Fernández, a questão é se o tempo foi suficiente para que os eleitores indecisos decidam dar a Mejía outra chance, segundo afirma Rosário Espiñal, diretora do Centro de Estudos Latino-americanos da Universidade da Filadélfia. "O país não está na crise que estava em 2003 e 2004. É uma situação muito diferente", explica.
Medina tem prometido melhoras, mas não grandes mudanças em relação às políticas de Fernández, que embarcou em grandes projetos, incluindo a construção de um sistema de metrô na capital. Além do presidente, os dominicanos também vão eleger o vice, e a favorita é a atual primeira-dama Margarita Cedeño de Fernández. Também serão escolhidos sete membros da Câmara dos Deputados para representar dominicanos que moram no exterior. Dezenas de milhares devem votar em lugares com alta concentração de dominicanos, como Nova York, New Jersey, Flórida e Porto Rico.
Os dois principais candidatos prometem aumentar os gastos com educação e fazer todo o possível para criar empregos, em um país de 10 milhões de habitantes que depende basicamente do turismo e onde o desemprego está em 14%. A República Dominicana também se tornou uma importante rota de traficantes que tentam chegar aos EUA por meio de Porto Rico. As informações são da Associated Press.
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