Retaliação Partido deixou grupo da administração para compor com PT

O PDT de Ribeirão Pires começou a sentir os efeitos da mudança de rota para apoiar a pré-candidata do PT ao Paço, Maria Inês Soares. O secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda, Fernando Figueiredo (PDT), foi exonerado.
A demissão ocorreu na terça-feira. O titular da Pasta, Marcelo Dantas Fonseca (PR), foi o responsável por comunicar o comissionado. "Ele (secretário) me disse que houve determinação para que os filiados do PDT fossem exonerados", contou Figueiredo.
O vereador e presidente do diretório municipal do PDT, Edson Savietto, o Banha, afirmou que a medida foi política. "O grupo de partidos aliados pediu para dispensar a indicação", analisou. O ex-secretário adjunto ressaltou que "não há outra razão" para sua exoneração, se não for motivo político.
O PDT estava no arco de alianças do vice-prefeito e pré-candidato à Prefeitura com apoio da administração Clóvis Volpi (PV), Edinaldo de Menezes, o Dedé (PPS). Mas o rumo da agremiação foi modificado pela articulação estadual.
O comandante da sigla em São Paulo, deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (PDT-SP), ordenou que Banha estivesse ao lado de Maria Inês. No sábado, os pré-candidatos a vereador foram comunicados da decisão.
Apesar do desconforto criado, o parlamentar não quis julgar a atitude do poder Executivo. "Não é retaliação (pela aliança com o PT). Eu já esperava que isso fosse acontecer. A política é assim mesmo", amenizou Banha.
Atualmente, Dedé conta com oito partidos (PPS, PV, PR, PHS, DEM, PTB, PSB, PCdoB). Quando a ordem estadual foi expedida, segundo Figueiredo, sua exoneração já era anunciada. "Na semana que antecedeu (o anúncio), já tinha conversado com o Marcelo", ressaltou. O ex-secretário foi indicação de Banha para o cargo. Ele trabalhou na Prefeitura por 40 dias. A exoneração ainda não foi publicada nos atos oficiais do município.
A Prefeitura foi procurada sobre a exoneração, mas não respondeu aos questionamentos do Diário.
Outro caso - Robson Hilário, assessor do prefeito Clóvis Volpi, se desfiliou do PDT para manter seu cargo na administração. O chefe do Executivo admitiu que pediu para que o funcionário deixasse o partido. O ex-pedetista está na coordenação da pré-campanha de Dedé.
Hilário também era indicação de Banha. Quando o vereador era presidente do Legislativo, ele ocupava a função de secretário-geral.
Os dois são amigos desde 1997, quando Hilário começou a acompanhar o mandato de Banha.
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