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Empresa de Mauá exporta bijuterias

Soraia Abreu Pedrozo Do Diário do Grande ABC
14/05/2012 | 07:17
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Orlando Filho/DGABC
Orlando Filho/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Sem ter uma loja física, a mauaense AF Mix realiza a montagem de bijuterias e semijóias, dá banho de ouro, prata e cobre e comercializa as peças pela internet. A empresa, existente há dois anos e meio, triplicou seu faturamento no período e encerrou 2011 com R$ 500 mil em vendas. A metade da receita provém da demanda do interior de São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro e, 10%, das vendas ao Exterior, especialmente Chile, Portugal, Angola e Moçambique.

Cerca de 60% do público da AF Mix é composto por sacoleiras que comercializam, junto com produtos de catálogos e lingeries, brincos, anéis, correntes e pulseiras da empresa. Para fisgar donas de casa ou pequenas comerciantes que desejam incrementar a renda familiar, a venda é facilitada no cartão de crédito, mesmo para valores pequenos, a exemplo de um brinco, anunciado por R$ 8,39, que pode ser pago em até seis parcelas sem juros de R$ 1,40.

Além disso, existe à disposição dessas vendedoras informais um catálogo virtual, que pode ser impresso para que elas possam oferecer as peças sem antes comprá-las.

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A ideia do site, que demandou investimento inicial de R$ 20 mil e vende tanto a preços de atacado como de varejo, teve como inspiração a empresa do pai da sócia proprietária Sarah Courel, que apenas faz banho de metais nas peças. "O negócio estava estagnado e decidimos expandí-lo com a loja virtual, abrindo outra companhia, mas aproveitando o know-how de 25 anos do banho e a demanda de clientes pela entrega de peças prontas", conta Sarah.

A divulgação da atividade foi conquistada a partir da publicidade no Google. "Hoje, 98% dos nossos acessos provém dele", revela Ulisses Courel, seu marido e sócio. Por mês, são desembolsados em torno de R$ 6.000 para que o nome AF Mix seja relacionado a pesquisas de bijuterias e semijóias na internet.

Visando ampliar o faturamento a partir do rastreamento dos cliques, o jovem casal decidiu contratar serviço para gerenciar quem está navegando pelo site e o que o usuário procura. "Para cada palavra digitada, nosso parceiro cria campanhas relacionadas ao nosso site. Hoje temos mais de 300 delas."

Depois de serem alvos de fraudes, em que pessoas com cartões roubados efetuavam compras pela internet, eles implantaram sistema antifraude que avalia se o cliente é de pequeno, médio ou alto risco. "Se for de médio risco, ligamos para ele a fim de conferir os dados. De alto, nem concluímos a venda", conta Courel.

Conforme o negócio foi crescendo, houve a possibilidade de parceria com os Correios para oferecer serviço de entrega a preço mais acessível. Por meio do e-Sedex, é possível pagar R$ 5,75, contanto que a encomenda vá para regiões metropolitanas. Caso contrário, o cliente tem de desembolsar R$ 25 pelo Sedex tradicional.

"Hoje estamos mais estruturados, e a estratégia para este ano é atacar os lojistas", revela Sarah. A microempresa de 13 funcionários pretende fazer versões do site em espanhol e inglês e aumentar a participação em feiras do setor a fim de divulgar seus produtos em outros países e, dessa maneira, ampliar o faturamento em 60% até o fim do ano, para R$ 800 mil.

 

Mercado de joias movimentou R$ 12,6 bilhões em 2010

O setor joalheiro movimentou, em 2010, R$ 12,6 bilhões. Só o ramo de folheados, do qual a AF Mix, de Mauá, faz parte, faturou R$ 1,05 bilhão. Os dados são os mais recentes divulgados pelo IBGM (Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Precisosos).

Fazem parte da cadeia produtiva 3.500 indústrias, sendo 2.150 fabricantes de folheados e bijuterias, 900 de joias de ouro e prata e 450 atuantes na lapidação das pedras. No varejo, existem 12 mil empresas que comercializam essas peças. A maior parte delas, 95%, é composta por micro e pequenas empresas.

A receita do setor cresceu 61,5% em 2010. Para saltar do faturamento de R$ 7,8 bilhões para o de R$ 12,6 bilhões, de acordo com Hécliton Henriques, presidente do IBGM, foi preciso que os empresários adaptassem seus produtos, "utilizando joias mais leves e, portanto, mais baratas, com pedras brasileiras e design diferenciado, aumentando sua competitividade."




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