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Vereadores tentam ressuscitar CPI da Saúde

Falta de médicos em Ribeirão fomentou assunto na Câmara

11/04/2012 | 07:56
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Os vereadores de Ribeirão Pires tentaram ressuscitar ontem a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar as irregularidades na Saúde. O texto foi apresentado no mês passado pelo vereador Saulo Benevides (PMDB), mas não conquistou o número suficiente de assinaturas.

A falta de médicos no Hospital e Maternidade São Lucas durante do feriado de Páscoa foi responsável por reavivar o assunto no Legislativo. Parlamentares estiveram presentes no equipamento de Saúde e constataram que somente uma médica atendia os pacientes encaminhados para o pronto-socorro. O secretário de Saúde, Allan Frazatti, disse desconhecer a falta de médicos no dia, apesar de a responsabilidade do serviço ser da OSSPUB, contratada pela administração.

O presidente da Câmara, Gerson Constantino (PSD), acredita que a comissão é melhor maneira para elucidar os fatos. "É uma convocação para que nós, vereadores, tomemos atitudes. Vamos para cima e ver o que tem de errado", declarou o pessedista.

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O comandante da Casa lembrou que apresentou projeto de lei para reduzir de sete para quatro assinaturas necessárias para viabilizar a instauração da CPI. Contudo, o texto foi rejeitado por ter apenas quatro rubricas.

José Vicente de Abreu, o Vicentinho (PR), se mostrou propenso a assinar o requerimento da oposição. O republicano salientou que os munícipes se mobilizam para a instauração da comissão. "A população já tomou sua posição, porque já há 2.000 assinaturas pedindo a investigação. Seria melhor a gente entrar antes", ressaltou.

O Legislativo tem feito abaixo-assinado para que o projeto para criar a comissão seja de iniciativa popular. São necessárias 3.200 assinaturas para que a propositura seja viabilizada. A medida está amparada no artigo 34 da Lei Orgânica Municipal.

Mesmo com os serviços sendo prestados pela OSSPUB - processada pela Prefeitura por mau uso da verba pública -, Saulo Benevides responsabilizou o prefeito Clóvis Volpi (PV). "Se houve algum erro, ele teve oito anos para resolver. É muito tempo. Agora ele (Volpi) fica fazendo teatro querendo mudar a situação de réu para vítima", criticou.

No mês passado, o Executivo rompeu o contrato com a OSSPUB por diversas irregularidades na prestação de contas - o Diário revelou que o presidente da entidade, Edison Dias Júnior, comprou carro com dinheiro público. A organização continua sendo responsável pela prestação de serviços por força de liminar.




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