Caso Eloá Quem fala ao Tribunal do Júri no início da tarde de hoje
é o irmão mais novo da vítima, Everton Douglas Pimentel
André Henriques/DGABC

Após discussão entre as partes e o acerto de que a mãe de Eloá Pimentel, Ana Cristina Pimentel da Silva, seria chamada a depor pela defesa, a advogada de Lindemberg Alves Fernandes, Ana Lúcia Assad, recusou seu testemunho na manhã desta terça-feira.
A promotoria chegou a argumentar que estava disposta a ouvir Ana Cristina, contudo a advogada ameaçou deixar o plenário se isso ocorresse. Ao ser liberada, a mãe de Eloá disse: "Eu não acredito".
"Várias vezes a defesa está ameaçando ir embora. Estamos temerosos que o julgamento não se realize hoje. Eles estão pré-dispostos a ir embora", afirmou o advogado da família da vítima, Ademar Gomes.
Nesta manhã já falaram ao Tribunal do Júri o irmão mais velho de Eloá e última testemunha de acusação, Ronickson Pimentel dos Santos, e a primeira testemunha de defesa, o ex-advogado da família de Lindemberg, Marcos Cabello. O primeiro depôs por cerca de uma hora e se emocionou ao lembrar dos momentos difíceis que a família passou após o crime. Ele reiterou que o réu tinha a intenção de matar Eloá durante o cativeiro. Já o segundo falou por trinta minutos.
Este é o segundo dia do julgamento de Lindemberg, acusado de matar sua ex-namorada Eloá em outubro de 2008, após mantê-la por mais de 100 horas refém na casa da vítima, em Santo André.
Ele chegou ao Fórum da cidade por volta das 8h30, após passar a noite na Cadeia Pública de Pinheiros, Zona Oeste de São Paulo. A expectativa é que Lindemberg fale aos jurados hoje pela primeira vez. A presença policial é reforçada na porta do local, porque ainda é grande a movimentação de jornalistas e curiosos.
Ontem foram ouvidos os amigos de Eloá, que também foram mantidos reféns pelo acusado, Nayara Fernandes, Victor Lopes de Campos e Iago Vilera de Oliveira. Além deles, também foi ouvido o sargento da Polícia Militar Atos Antonio Valeriano, que escapou na época do crime de um tiro disparado pelo réu.
A expectativa é que o julgamento dure até amanhã. O júri que decidirá o futuro de Lindemberg é formado por seis homens e uma mulher. (Com informações de Rafael Ribeiro e Elaine Granconato)
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