Alimentação As alterações no perfil das famílias, a expansão do emprego
e da renda contribuem para o crescimento das refeições

Quem mora em Diadema, São Bernardo, Santo André, São Caetano, Barueri, Carapicuíba, Guarulhos e Osasco desembolsou, em média, R$ 26,80 para almoçar fora de casa em 2011, de acordo com a Assert (Associação das Empresas de Refeição e Alimentação). É o custo mais elevado do País, logo em seguida aparecem as cidades de São José dos Campos e Rio de Janeiro.
A pesquisa, feita entre os dias 20 outubro e 30 de novembro, mostrou que o consumidor desembolsou valores diferentes para comer: R$ 18,75 (self-service), R$ 42,11 (A La Carte), R$ 13,89 (prato feito) e R$ 31,43 (executivo). Para compor a refeição completa, o levantamento considerou a bebida, o prato principal, a sobremesa e o café.
Não à toa, a região Sudeste registrou o preço mais caro com o prato custando R$ 23,97, enquanto isso, a média do País foi de R$ 22,37.
O que mais impactou o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), indicador que reflete o custo de vida de famílias com renda mensal de um a 40 salários-mínimos, em 2011, foi o grupo alimentos e bebidas que é o responsável por 23,46% dos gastos das famílias no Brasil. A pressão foi causada principalmente por conta dos produtos consumidos fora de casa, já que os preços dessas refeições subiram 10,49% em 2011, seguindo a alta de 9,81% de 2010. Por outro lado, o peso do alimento fora do lar na lista de gastos dos consumidores caiu de 39,6% em 2010 para 26% em 2011.
JUSTIFICATIVA - De acordo com a Assert, a mobilidade urbana, as alterações no perfil das famílias, presença crescente da mulher no mercado de trabalho, a expansão do emprego e da renda contribuem para o crescimento das refeições do trabalhador fora de casa.
Arroz e feijão seguem como preferência nacional. Já as frutas, os legumes e as verduras estão abaixo dos níveis recomendados pelo Ministério da Saúde, para mais de 90% da população. O ideal é consumir 400 gramas diárias. A Assert também alerta o cuidado na hora de consumir esses alimentos, sem excluir nenhuma região do Brasil: faltam nutrientes e há excesso de calorias.
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