Diário do Grande ABC

ECONOMIA


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012 16:28

Empresários paulistanos estão menos otimistas

Gilmara Santos
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Os comerciantes paulistanos iniciaram o ano menos otimistas, segundo a Fecomercio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estados de São Paulo). O Icec (Índice de Confiança do Empresário do Comércio), apurado pela entidade revela que em janeiro, o indicador registra queda de 1,7%, ao sair de 123,3 pontos em dezembro para 121,2 pontos no primeiro mês deste ano - em escala que varia de zero a 200 pontos e denota otimismo quando acima dos 100 pontos.   De acordo com a Fecomercio, a retração em janeiro ocorre em decorrência das quedas verificadas no IEEC (Índice de Expectativa dos Empresários do Comércio), bem como no recuo do IIEC (Índice de Investimento do Empresário do Comércio), respectivamente, -2,5% e -2,6%. A retração do IEEC se deve, sobretudo, no declínio de 3,1% na expectativa dos empresários paulistanos em relação à economia. Em paralelo, houve desaceleração na confiança em relação a suas próprias empresas (-2,4%) e nas perspectivas de seus segmentos (-1,9%). Embora os itens que compõe o IEEC tenham assinalado variações negativas, todos encontram-se em patamares de otimismo - acima dos 100 pontos.

Já a queda registrada no IIEC teve como principal influência o recuo de 7% na expectativa de contratação de funcionários. Devido à mão de obra temporária no Natal, é natural que após esse período os empresários fiquem mais comedidos em termos de contratações efetivas. Outra redução no IIEC também foi sentida no nível de investimentos das empresas (-0,8%). Contudo, cabe ressaltar que a retração ocorre pelo o período de encurtamento de recursos por conta das inúmeras obrigações no início do ano.

A assessoria técnica da entidade ressalta que a queda do otimismo dos empresários paulistanos em janeiro leva em conta as projeções do desempenho sazonal das vendas em fevereiro, que costumam ser mais modestas. Entretanto, cabe ressaltar que há uma série de estímulos para que não haja desaceleração do consumo interno e isso deve impactar positivamente nas percepções futuras dos empresários, desta forma, revertendo à retração deste início de ano, conforme destaca a Fecomercio.

 

 

 




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