Objetivo Mesmo depois de enfrentar os impactos econômicos da crise europeia (que respingou em todo o planeta em 2011), a Scania comemora os resultados no Brasil. Pelo terceiro ano consecutivo, o País é o principal mercado da companhia no mundo - em segundo e terceiro lugares estão Rússia e Alemanha, respectivamente.
De um total (recorde) de 80.108 caminhões e ônibus comercializados pela marca mundialmente - o que resultou em crescimento de 26% se comparado a 2010 -, 14.663 unidades foram vendidas por aqui. Deste número, 13.011 são caminhões e 1.652 ônibus. Este último responde pelo segundo melhor resultado desde 1991, com o crescimento de 83% em relação a 2010.
"Mais volume, mais serviços pós-vendas e mais demanda de peças de reposição", enfatiza Christopher Podgorski, vice-presidente de marketing e vendas Scania para a América Latina, em relação ao atual cenário da Scania no Brasil, que teve 24% de participação de mercado.
SÃO BERNARDO
A montadora não especifica o montante, mas parte do investimento, que oscila entre US$ 30 milhões e US$ 40 milhões em 2012 (conforme a já tradicional estratégia da marca), será destinada à planta de São Bernardo, de onde saíram 26.223 caminhões e ônibus no ano passado. Destes, 4.054 unidades foram exportadas para países como África do Sul, Coréia, Rússia e Iraque.
Por falar em outros mercados, a Scania afirma não temer a concorrência chinesa que chegará com força total no Brasil. "Nós já competimos com eles (chineses) em outros mercados e vendemos caminhões até mesmo na China", enfatiza Roberto Leoncini, diretor-geral da Scania no Brasil, que reconhece a maior competitividade e a concorrência cada vez mais agressiva.
Uma das respostas da marca é a atenção dada ao segmento de semipesados, que saltou de três unidades comercializadas em 2010 para 424 em 2011. Esse boom nas vendas (que não é alto, mas satisfatório proporcionalmente) abriu os olhos da empresa, que "vai alterar a postura de produção sob demanda para semipesados", afirma Leoncini.
Sobre vendas, o executivo reconhece que o primeiro trimestre (e início do segundo) ainda serão difíceis para a marca, que não conta com estoque de modelos com propulsor Euro 3, ainda procurados pela clientela.
PAÍSES VIZINHOS
Na América Latina - que concentra dois dos maiores mercados de caminhões da companhia no mundo e cinco do segmento de ônibus - a Scania vendeu 17.794 caminhões pesados e 3.027 ônibus, com destaque para a participação da marca na Argentina, onde a venda de ônibus foi recorde.
Redução de emissões: nova meta da gama de motores
De acordo com a Scania, o desempenho no segmento foi marcado, entre outros fatores, pela venda dos ônibus movidos a etanol. Cerca de 60 unidades estão rodando pela Capital e, segundo Roberto Leoncini, diretor-geral da marca, "as cidades precisam diminuir o uso de combustíveis fósseis. Pode ser daqui a um, quatro ou dez anos, mas o etanol vai crescer!" De acordo com ele, caminhões também estão sendo testados no País.
Mas enquanto isso é realidade distante, o diesel continua predominando em boa parte do segmento de pesados. Para baixar os índices de poluição (atendendo às normas do Proconve P7, equivalente ao Euro 5), a Scania já aposta em novos motores - até 7% menos beberrões que os antigos nove, 11 e 12 litros.
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