Impressões ao dirigir
Claudinei Plaza/DGABC

Ser conversível e aliar potência ao requinte da Mercedes-Benz. Para quem gosta de automóveis este é um sonho de consumo, certo? Mas este sonho pode ser real... Basta desembolsar R$ 202,9 mil e colocar o SLK 200 na garagem.
Há três semanas a marca da estrela de três pontas ofereceu o modelo para teste do Diário, e eu fui o encarregado de contar cada detalhe. A começar pelo nome, que, embora muita gente não saiba, vem do alemão Sport Licht Kurz - esporte, curto e leve, traduzindo ao pé da letra. Já o sobrenome 200 é apenas uma forma de diferenciar a motorização do carro. Há algum tempo o número representava a cilindrada do bloco.
Já na terceira geração, o SLK é o menor dos conversíveis da Mercedes - há também o Classe E Cabriolet, o SL Roadster e o SLS AMG, cuja versão descapotável aterrissou por aqui no mês passado, custando US$ 515 mil.
A semelhança entre todos é o design que puxa para esportividade. É comum a traseira curta, o longo capô e, claro, a estrela de três pontas ao centro da grade dianteira.
Num primeiro contato, o SLK 200 impressiona pelas medidas - são 4,13 metros de comprimento e 1,30 metro de altura -, fazendo-o parecer de brinquedo. As portas sem colunas (típica de modelos com capota retrátil) são um charme à parte.
O lado ruim disso tudo é a necessidade de fazer certo contorcionismo para entrar no veículo.
A primeira atitude que tomo quando entro no veículo é baixar a capota, afinal, quem resiste experimentar a sensação de liberdade de andar com os cabelos ao vento?
Acionado através do (grande) botão que fica, praticamente, no descansa-braço, o teto - que se dobra em duas partes - é recolhido (ou fechado) em menos de 20 segundos. Mas ao contrário de outros modelos que vemos por aí, é necessário que o veículo esteja parado. Um erro, pois - além de comprometer a segurança de quem está a bordo - a chuva pode começar de repente e obrigar o motorista a interromper a viagem. Situação que aconteceu comigo por duas vezes na semana em que testava o modelo. Numa delas, fui obrigado a parar no acostamento do Rodoanel para fechar a capota.
Nessa hora, claro, todos os pescoços se torcem e os olhares se voltam para mim, ou melhor, para o carro...
Mecânica é boa
Hora de deixar as peculiaridades de lado e falar da mecânica do modelo. O câmbio é um 7-G Tronic de sete velocidades. Prefiro deixar no modo automático a usar as trocas sequenciais (na alavanca ou borboletas) - mesmo porque o trabalho é tão benfeito que dispensa a ajudinha do motorista.
O motor 1.8 CGI de quatro cilindros turbo e injeção direta de combustível resulta num desempenho bastante satisfatório tanto na cidade quanto na estrada. A direção elétrica também rende boa dose de segurança, principalmente em altas rotações - quando fica mais firme.
A suspensão é bastante rígida e sofre com os buracos das ruas e avenidas. E parte disso é passado para os ocupantes.
SEGURANÇA
Além dos freios ABS, dos controles de estabilidade e tração, dos seis air bags, entre outros itens de segurança, o SLK conta com o Attention Assist. A tecnologia já está presente em outros veículos da marca e tem a função de avisar (sonoro e visual) que é hora de fazer uma pausa quando são detectadas mudanças no modo de direção. Pois é, aqui não é necessário contar com a conversa ininterrupta da mulher ao lado para não pegar no sono.
A terceira geração do SLK inova também com o Air Guide, uma espécie de defletor de ar de acrílico (acoplado à barra estabilizadora traseira em alumínio) que tem a função de diminuir a turbulência provocada na cabine.
Por falar em cabine, o couro que forra os bancos tem reflexo solar, impedindo a retenção de calor. O acabamento segue o bom padrão de qualidade da Mercedes-Benz, que caprichou em cada detalhe.
Para ajustar a melhor posição de dirigir, o conversível oferece a comodidade da regulagem elétrica para os bancos, feita através de botões localizados nas portas - o que confunde alguns passageiros.
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