Diário do Grande ABC

TURISMO


quinta-feira, 26 de janeiro de 2012 7:17

A vida fora dos resorts

Dérek Bittencourt
Enviado à Punta Cana

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Não sei se é possível cansar de desfrutar da comodidade e da calmaria dos resorts de Punta Cana. Mas, para quem quer aproveitar programas diferentes, diversos outros passeios e serviços são oferecidos, a maioria deles relacionada com água. Sem dúvida, o principal deles é nadar com golfinhos, prática bastante caribenha. E na Dolphin Island, a cinco minutos de lancha da praia de Bávaro, o sonho vira realidade. Tubarões-lixa e arraias tornam o momento ainda mais especial - para não dizer emocionante - em estrutura montada no meio do mar.

O passeio começa ainda em terra. Depois de assinar um termo de responsabilidade se comprometendo a atender todas as exigências, os turistas assistem a um filme com indicações do que se pode ou não fazer na interação com os animais. Procure não ir paramentado de muitos anéis, brincos, piercings, chuquinhas de cabelo e afins, pois tudo é vetado e necessita ser retirado. O próximo passo é colocar uma espécie de cinto salva-vidas e embarcar rumo ao encontro com a vida marinha.

Devidamente munido de máscara e snorkel, o primeiro encontro é com os tubarões-lixa e as arraias, que dividem o mesmo tanque. A sensação ao colocar o primeiro pé na água é de que você pode virar notícia como vítima do tubarão (e o filme homônimo de 1975 contribui muito para isso), mas ao vê-lo passar próximo da perna e pouco se importar com a sua presença, traz certa tranquilidade. Relaxar é relativo: muitos turistas mal saem da plataforma, mas quem aproveita se diverte.

Depois de alguns minutos daquele mix de tensão, adrenalina e felicidade, chega o momento tão esperado com os golfinhos. Obviamente os turistas não podem subir neles e fazer como os instrutores do Sea Park, em Orlando. Os animais respondem a apitos e gestos dos treinadores com diversos truques. Saltam, rodopiam, batem palma, cantam, nadam de cabeça para baixo e até dão beijo. Fazem valer os US$ 140 (R$ 247) pagos pelo passeio. Se o turista optar por nadar com leões-marinhos, o custo cai para US$ 75 (R$ 132).

Tudo é registrado pelo fotógrafo exclusivo do local, já que é proibido usar câmeras. Ao fim do passeio, pode-se adquirir um DVD com todo o material por US$ 40 (R$ 70).

Já o Manatí Park mistura o contato com animais a apresentações tanto dos bichos quanto da cultura local. Algo como um zoológico temático que entusiasma pelo número de atrações. Os shows dos leões-marinhos (que dão beijo no público e dançam até tango) e golfinhos são imperdíveis. Tanto que acontecem três vezes por dia. Há ainda araras e papagaios que pedalam carrinhos, cavalos que saltam, atores fantasiados de índios nativos com danças locais e diversos outros atrativos.

Com transporte a partir dos hotéis, paga-se US$ 30 (R$ 53) por adulto e US$ 15 (R$ 26) por criança para entrar no parque, que também permite a natação com os golfinhos a US$ 110 (R$ 194), mas em um tanque. Mas não se iluda com o nome pensando que vai ver ao vivo um enorme Manatí. Na República Dominicana, essa é a denominação para diversos animais.

Esportes radicais

Com tanto mar para todo lado, turistas cheios de energia podem optar por passeios mais agitados do que o contato com os animais. E a prática de alguns esportes radicais é vendida pela orla. Desde o tradicional banana boat até kitesurfe, wakeboard e windsurfe, passando pelo parasailing (paraquedas puxado por uma lancha) ou pelo parapente, é possível se divertir desfrutando de paisagem incrível.

O snorkeling também é bastante recomendado em águas tão cristalinas para contato único com o ecossistema marinho.

Balada das cavernas

Após tanto contato com bichos durante o dia, por que não ver pessoas do mundo todo e também dominicanos reunidos em um só lugar, fazendo festa à noite? De fato, não se trata de construção muito peculiar. Pelo contrário. Utilizou-se estrutura esculpida pela natureza e pelo tempo. Mas a Imagine, balada que acontece no interior de uma caverna, é ponto de parada obrigatório para quem gosta de música, dança e novidades.

Tanto os ritmos locais - como merengue, bachata (salsa dominicana) e reggaeton - quanto os internacionais dance, techno e psy rolam no ambiente sombrio e cercado por estalactites. Trata-se de experiência única que, com o jogo de luzes e a acústica que o local propicia, torna-se inesquecível.

Russas e norte-americanas mostram-se desinibidas. Já as japonesas tentam deixar a vergonha de lado para requebrar um pouco. Com o passar do tempo, a integração é inevitável e balançar o corpo passa de condição a status consequente. Afinal, as dançarinas e os dançarinos da casa - com trajes mínimos - buscam a todo instante deixar os turistas o mais à vontade possível.

O preço para entrar na Imagine varia de acordo com as festas, que acontecem aos fins de semana. Os ônibus passam pelos hotéis para buscar e levar os festeiros em horários determinados, ou seja, é necessário ficar atento ao relógio para não ter de recorrer a um táxi.




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