Sabe aquela vida que você sempre pediu a Deus? Se Ele pudesse indicar um local, a resposta seria: ‘Vá a Punta Cana'. Não bastasse a paisagem exuberante, você pode desfrutar dias de marajá, com tudo ao seu alcance, graças ao sistema all-inclusive oferecido nos mais de 50 resorts desta região na República Dominicana. Não existe outro lugar no mundo com nada parecido em números tão exagerados, e é justamente por isso que o local atrai cada vez mais e mais turistas de todo o mundo. Não à toa, o Aeroporto Internacional de Punta Cana inaugurou em dezembro sua segunda pista e recebe voos de todas as partes do planeta - principalmente Estados Unidos -, inclusive os da Gol, que chegam três vezes por semana (às terças, quartas e sábados), saindo de Guarulhos.
Por lá, o drama daquele check out demorado na saída do hotel, no qual é necessário verificar item por item consumido para não pagar por aquilo que não bebeu, comeu ou aproveitou, não existe. Camarão, champanhe, snacks e outros itens de um bon-vivant estão a um telefonema para a recepção, a um pedido para os simpáticos garçons e garçonetes ou até mesmo dentro do frigobar do quarto - diariamente reabastecido. É tanta regalia que é necessário tomar certo cuidado para não voltar mal-acostumado.
O primeiro passo é colocar uma pulseira assim que se faz o check in no hotel. Este será seu ‘passaporte' para determinadas áreas do resort exclusivas - como o Serviço Real do Meliã Caribe Tropical, com vila, piscina, área de café da manhã e até praia. O segundo passo é pegar um mapa daquele que será seu novo condomínio pelos próximos dias. E não é exagero levá-lo sempre no bolso, afinal são tantos caminhos e coisas para fazer que o melhor é não perder tempo ficando perdido. Carrinhos de golfe e trenzinhos são boas opções de deslocamento.
Com o passar do tempo, vai-se descobrindo todas as ofertas de lazer dos resorts. A variedade é tanta que mesmo em pacotes de oito dias não se faz tudo. No Hard Rock Hotel & Casino (ex-Moon Palace), na praia de Macao, por exemplo, há nada mais nada menos que 15 piscinas para se aproveitar. Um tour de trenzinho já deixa qualquer um boquiaberto com a estrutura. Se somados os 11 restaurantes e os 15 bares, são 41 locais diferentes para se curtir. Isso sem contar o grandioso cassino de 4.000 metros quadrados (o segundo maior do Caribe), a praia exuberante, 48 quartos de spa, campos de golfe e minigolfe, e uma discoteca. Os 1.787 quartos até parecem mero detalhe.
A temática do rock está presente por todo lado, tanto que por lá estão a limusine utilizada por Madonna no clipe Music e um piano colorido de Elton John, sem contar as inúmeras peças de roupas e instrumentos de bandas como Metallica, Whitesnake, Kiss e até da cantora Shakira.
Esse é apenas um exemplo de quão grandiosas são as estruturas dos resorts de Punta Cana. É a consolidação do American Way of Life, que prega aderir aos princípios da vida, à liberdade e à procura da felicidade. E, de fato, os norte-americanos têm grande influência naquilo tudo, não só com sua filosofia mas como principal mercado consumidor do turismo local.
Aliás, foi da Terra do Tio Sam que saiu o empresário nova-iorquino Theodore Kheel, que junto do dominicano Frank Ranieri fundou, no fim dos anos 1960, o Punta Cana Club, primeiro hotel da região e com capacidade para apenas 40 hóspedes. Considerando os 50 atuais, percebe-se que eles estavam certos em apostar naquele paraíso, que hoje recebe mais de 2 milhões de turistas por ano.
Invasão brasileira
Nada melhor do que números para demonstrar a realidade cada vez mais imponente: os turistas brasileiros estão, literalmente, descobrindo e invadindo Punta Cana. As agências tupiniquins já previam no início do ano tal procura e a Secretaria de Turismo da República Dominicana confirmou com dados a previsão, contabilizando crescimento constante dos nossos por lá.
Em 2010 foram 37,5 mil, enquanto que em 2011 a conta fechou em 62,5 mil (apesar de as estimativas ultrapassarem os 80 mil). Para 2012, a aposta é alcançar 150 mil brazucas só em Punta Cana.
A maioria esmagadora dos turistas é norte-americana, mas o número de russos tem aumentado em grande proporção - inclusive há voos diretos de Moscou, o que contribui para que fujam do frio e do gelo. Por isso, muitas das placas nas ruas estão escritas em espanhol (língua dominicana), inglês e, surpreendentemente para nós, em cirílico (alfabeto da Rússia). Nos hotéis, canais russos estão incluídos na TV a cabo. Já para sintonizar um futebolzinho brasileiro que seja, não é tarefa fácil.
O jornalista viajou a convite do Ministério de Turismo da República Dominicana e da GOL Linhas Aéreas Inteligentes