Música Grupo paulistano lança o disco Elektra

Sucesso que tomou conta do País nos anos 1980, o grupo paulistano RPM tira do forno o esperado "Elektra" (Building Records, preço não divulgado), primeiro trabalho de inéditas com os músicos da formação original em 23 anos. O disco deve chegar às lojas ainda no fim desta semana.
O disco, produzido por Paulo Ricardo e Schiavon, chega em formato digipack e recheado por dois CDs. O primeiro conta com 12 canções, e o segundo, sete delas, só que dançantes e remixadas.
O clima moderno e carregado de temperos eletrônicos é carro-chefe da obra. Algumas canções podem soar estranhas - caso da faixa homônima e de "Muito Tudo", por exemplo - aos que esperam disco mais roqueiro.
Mas é inegável que mesmo com essa influência - mais forte hoje do que no início da carreira -, a fórmula da banda continua preservada. "Nesse tempo todo nós ouvimos de tudo. Temos influência da música eletrônica, mas a principal fonte do RPM é a própria banda", conta Schiavon. Para Paulo Ricardo, "Elektra" é claramente um disco do RPM.
Os músicos contam que todas as faixas são novas em folha. Sobras não foram usadas e, apesar de terem bastante coisa guardada no baú, nada foi reaproveitado. "Conseguimos manter o volume de criação. Isso me surpreendeu", diz o tecladista, que emenda: "O que mais me deixou feliz foi constatar que as coisas funcionam como no passado, é tudo muito natural."
Sem paciência para política, o vocalista conta que os novos temas abordam questionamentos interiores, questões éticas de dentro de cada um. "Existe cobrança para que eu faça letras políticas. Eu não tenho mais saco para a política", conta. O músico revela que estava com medo de escrever novas composições. "Já fazia dois anos que não compunha nada."
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