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Carteiros decidem
cruzar os braços

Vinicius Gorczeski
Especial para o Diário
14/09/2011 | 10:23
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Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Os trabalhadores dos Correios decidiram, via assembleia realizada na noite de ontem, cruzar os braços. Paralisação que envolve não apenas funcionários da Empresa Brasileira de Correiros e Telégrafos de São Paulo e Grande ABC como também Rio de Janeiro, Bahia, Minas Gerais, Pernambuco e outras regiões do País. Uma das justificativas apontadas pelo Sindicato dos Trabalhadores de Correios e Telégrafos de São Paulo e Grande São Paulo é a falta de 30 mil funcionários do setor, o que eleva a sobrecarga de trabalho.

 

Também informaram por meio de nota que não recebem reajustes há dois anos. Outra reclamação é que a direção da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos não tem demonstrado inclinação por um acordo após rodadas de negociação via comissão de trabalhadores da empresa. Na região, são 1.500 funcionários, e 23 centros de distribuição de cartas nas sete cidades estão com efetivo reduzido. Algumas, como a localizada na travessa Santo Amaro, próximo ao Terminal Rodoviário de Santo André, estão 100% paralisadas.

 

O secretário-geral do sindicato, Ricardo Adriani, afirmou que a empresa havia se disposto a pagar R$ 800 em abono salarial, agendado para o dia 16. O piso da categoria é de R$ 807, mas a ECT havia proposto elevar em R$ 50, de forma linear, esse vencimento - mas em janeiro. Os trabalhadores pedem salário-mínimo da categoria de R$ 1.635. Valor que significa reposição da inflação, de 7,16% além de 24,76% que se referem a perdas somadas há sete anos. Entre 83 itens da pauta, há aumento real de R$ 400, reembolso creche para pais entre outros.

DGABC

 

 

"Nos disseram que a Dilma está com política de redução de gastos, por conta da crise internacional. Mas não podemos pagar por uma crise dos Estados Unidos, o governo tem de economizar, mas não em cima de nós, trabalhadores", disse, ao acrescentar que a data-base da categoria venceu no dia 1° de agosto. "Fizeram proposta depois de 42 dias de negociações. Parece que a empresa (ECT) e o governo quiseram a greve", afirmou.

 

A ECT retirou a proposta e diz que só irá retomar as negociações após o fim da greve. Dizem ainda que "apesar de todos os esforços da empresa, a paralisação foi deflagrada", ao completarem que tentam normalizar a situação o mais rápido possível, "adotando uma série de medidas ue garantem o atendimento da população". Entre elas, a contratação de recursos, realocação de pessoal, realização de horas-extras e trabalho nos fins de semana.

 

BOLETOS

A Federação Brasileira de Bancos informou que, como consequência da greve, e a fim de evitar transtornos por causa de não recebimento de boletos bancários, afirmou que os clientes devem identificar seus pagamentos recorrentes durante o mês. Além deles, eventuais pagametnos que tenham previsão de vencer durante o período de paralisação. Assim, os clientes devem procurar as agências das concessionários ou empresas emissoras de boletos, pedindo a segunda via da cobrança. Também informaram que o Débito Direto Autorizado, serviço disponível desde 2009, não requer boletos. Podem ser acessados eletronicamente pelos consumidores, sem risco de extravio da correspondência e alteração de dados.




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