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Uma greve de servidores prejudicou hoje o atendimento da rede municipal de saúde de Porto Alegre. Em parte dos 45 postos de saúde, oito unidades de pronto atendimento e quatro centros de saúde não havia funcionários disponíveis para marcar consultas ou fazer encaminhamentos a exames e especialistas nem psicólogos, enfermeiros, dentistas, nutricionistas e fisioterapeutas disponíveis.

Os médicos não paralisaram suas atividades e atenderam às consultas que já estavam agendadas, com alguns atrasos provocados pela ausência dos funcionários de apoio. O Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) acredita que 80% dos 7 mil servidores da área da saúde tenham aderido à greve.

O secretário municipal da Saúde Carlos Casartelli discorda, afirmando que os dois hospitais municipais, que concentram 55% dos funcionários, trabalharam normalmente e que nenhum dos serviços da rede primária ficou totalmente paralisado.

Os grevistas querem que a prefeitura regulamente a jornada semanal de 30 horas sem redução do salário para quem, pelas regras atuais, tem jornada de 40 horas semanais. A prefeitura alega que não teria como assumir o custo de tal medida, que implicaria na contratação de 800 a 1 mil novos servidores.

DGABC



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