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Redes sociais beneficiam empresas

01/07/2011 | 07:57
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A rede mundial de computadores tem desempenhado papel fundamental na expansão das empresas brasileiras. Com a popularização das redes sociais, as companhias identificaram na web uma forma de divulgar seus produtos e serviços gratuitamente. Hoje, 65% delas já estão presentes nas comunidades virtuais, segundo o Instituto Brasileiro de Inteligência de Mercado.

Esses novos recursos são boas opções, principalmente, para as pequenas e médias empresas que não dispõem de grande capital para investir nos meios de publicidade tradicionais.

No entanto, estar presente nas redes ainda é algo novo e complicado para as empresas, na visão do especialista em tecnologias de comunicação e coordenador do curso de extensão de mídias sociais da Faap, Eric Messa. “Empresas que têm dificuldade de relacionamento com seus clientes, por exemplo, acabam ficando muito expostas e podem manchar, ainda mais, a marca. Nas redes as reclamações são públicas, não há filtros, todos têm acesso as informações. Isso pode acontecer, também, com companhias com um número muito elevado de clientes e já consolidadas no mercado.”

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DIVERSIDADE - A levantamento do instituto mostra ainda que, para 45% dos pesquisados, o fortalecimento da marca foi apontado como o maior benefício trazido pelas redes sociais. O número se coloca em oposição aos 44% que alegam que as redes ainda não trouxeram nenhum benefício. O restante divide-se entre os que tiram proveito das vantagens através da geração de vendas e fidelização, 5% e 6%, respectivamente.

“Apesar das redes estarem em um patamar de alta uso pelas empresas, elas ainda são vistas como um canal complementar. Ela é considerada um meio de comunicação importante, mas não fundamental. Muitas estão em fase de teste, entendendo essas comunidades podem agregar ao seu negócio”, pondera o diretor executivo do Ibramerc, Richard Lowenthal.

As redes também têm sido aproveitadas coletar e analisar informações. A ideia é usá-las para ver as ações da concorrência. Segundo o Ibramerc, as práticas comuns são: monitorar o mercado (46%), o comportamento dos clientes (45%) e a concorrência (39%).

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Canais da web podem decidir contratação de profissional

Expor o perfil para milhões de pessoas conectadas a um único canal pode trazer vantagens e desvantagens para os profissionais que estão à procura de emprego, e até mesmo, para aqueles que já têm colocação no mercado.

O diretor executivo da consultoria Ricardo Xavier Recursos Humanos, Marshal Raffa explica que, nos últimos quatro anos o volume de empresas que consultam as redes sociais antes mesmo de agendar entrevista com o candidato cresceu 50%.

“Se por um lado o entrevistador pode ter acesso ao perfil profissional do candidato, saber onde trabalhou e as funções que desempenhou, por outro pode ver fotos, comunidades e recados que comprometam a imagem do profissional.”

Publicação de fotos íntimas, de biquíni ou bebendo com os amigos nem sempre são bem vistas. “A web não deixa você explicar o que aconteceu naquele momento. São apenas impressões, que podem ser boas ou ruins”, conta Raffa.

Participar de comunidades como “Odeio meu chefe”, “Odeio trabalhar na segunda-feira” ou “Fico enrolando no trabalho” pode tirar o candidato da seleção, independente das qualidades técnicas e comportamentais. Outra preocupação para quem é adepto aos canais disponíveis na web são quanto aos fóruns de discussões, que possam parecer racistas, homofóbicos ou preconceituosos de alguma forma.

“Por outro lado, tomando alguns cuidados, as redes são excelentes para se ampliar o networking, destacar os trabalhos de sucesso e encontrar oportunidades de trabalho. Tudo é uma questão de bom senso”, garante o diretor executivo.




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