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Um ex-funcionário lançou suspeitas sobre o sistema de aprovação dos alunos dos cursos de educação a distância da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra). Em denúncia anônima, ele disse que estudantes recebiam notas por provas dissertativas que não eram corrigidas pelos responsáveis. A reitoria informou hoje, por meio de nota, que instaurou processo administrativo e prometeu "colaborar com todos os meios necessários para esclarecer os fatos junto ao inquérito da Polícia Federal (PF)", que vai apurar se houve irregularidades e, se for o caso, qual a extensão que tiveram.

 

A Ulbra tem sede em Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre, e luta para sair de uma crise financeira. A diretoria anterior foi substituída em 2009. Naquele ano, a instituição firmou com o Ministério da Educação (MEC) um termo de saneamento de irregularidades e deficiências de sua área de ensino a distância, entre as quais estavam deficiências de infraestrutura de polos de apoio presencial, descontrole da oferta, cursos em locais irregulares e delegação de competências acadêmicas a outras organizações.

 

Em nota, o ministério lembrou que o ensino a distância da Ulbra está sob sua supervisão e que determinou a suspensão integral do ingresso de novos alunos e o descredenciamento de 192 polos de apoio presencial da universidade. A Ulbra informou, por sua assessoria de imprensa, que está cumprindo o termo de saneamento, pelo qual não vem abrindo vagas em seus cursos a distância desde o início de 2010. Isso fez com que o número de alunos na modalidade caísse de 120 mil para os atuais 90 mil.

DGABC



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