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Foi-se o tempo em que balé e sapateado eram exclusivos para crianças. Hoje em dia, as atividades também são praticadas por adultos iniciantes que procuram alternativa para exercícios físicos mais pesados como os oferecidos pelas academias.
Na sala de aula da professora de sapateado Gisella Martins são mais de 30 alunos adultos. "A maioria não quer se profissionalizar, mas ter uma hora de lazer, uma atividade que faça esquecer o cotidiano. Querem exercitar-se, mas não gostam de academia."
É o caso da analista de marketing Juliana Vargas Shimazu, 32 anos, que fez musculação por dois anos, e parou por achar monótono. "Tudo vira rotina. Por isso decidi dançar", explica. No lugar da malhação, Juliana decidiu se aventurar no sapateado. Entrou na primeira aula já adulta, aos 28 anos, e do zero. A dança não só melhorou o corpo, como ajudou a manter a mente saudável. " Desestressa. Você tem que ficar bem atenta e esquece dos problemas da vida", diz.
A aluna mais nova da sala de aula da professora de balé Keyla Ferrari tem 42 anos. A mais velha, 60. Os exercícios são menos intensos, porém, completos. "Trabalhamos alongamento, respiração, postura, a coluna vertebral. Cada uma faz no seu limite."
A autoestima elevada é outro benefício da dança. "Uma peculiaridade, que não existe em outras atividades esportivas é que é possível se expressar", explica Keyla. Com uma consciência corporal mais aflorada, a sensação de bem-estar é melhor, consequentemente.
A estudante de Farmácia e Bioquímica da USP, Louise Chui, 22 anos, sentiu na pele. Faz aulas de sapateado de duas a três vezes por semana. "Me ajuda a evitar celulite, gordurinhas e ter um porte físico que me deixa feliz. Mas também auxilia a manter o bom humor. Danço, fico bem, durmo bem e acordo disposta."
As atividades, seja balé ou sapateado, proporcionam, além de exercício físico, também o prazer de ouvir uma boa música, a socialização, a flexibilidade e a coordenação motora.
Benefícios
Os benefícios da dança podem ser sentidos no corpo inteiro. Mais do que melhorar o tônus muscular, os movimentos ainda ajudam a queimar gordurinhas. "Com uma hora de aula o corpo gasta de 350 a 450 calorias. Depende do nível da aula, da dedicação e do metabolismo do aluno", explica a professora de balé Simone Sant'Anna.
Os movimentos são mais leves e menos repetitivos do que praticar ginástica ou musculação. Ninguém vai deitar e fazer uma série de abdominal, por exemplo. O que não significa que o músculo não será utilizado. "A dança consegue ser tão completa que tem exercícios de ginástica, por exemplo, embutidos em movimentos. Um simples passo pode trabalhar com o abdômen", diz a professora.
No sapateado, pernas e o bumbum ganham atenção especial. "A musculatura da perna e da coxa fica mais torneada e firme e os glúteos também", diz a professora Gisella Martins.
Os benefícios vão além. A professora de sapateado explica que a dança estimula a produção de células ósseas, auxiliando na prevenção da osteoporose, que é o desgaste destas células. Há também visível melhora da postura e flexibilidade.
As mudanças corporais podem ser sentidas a partir de cerca de seis meses de prática. Mas, para isso, é preciso fazer uma hora de aula, no mínimo, duas vezes por semana.
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