O Sindicato dos Rodoviários do ABC disse ontem, em assembleia, que os empresários do setor de transporte público do ABC manterão pontos da primeira proposta apresentada pela entidade patronal. Mas o reajuste e o tíquete refeição nas férias ainda estão sem acordo. O presidente do sindicato, Francisco Mendes da Silva, o Chicão afirmou que a categoria vai brigar pelos 8% propostos inicialmente pelas empresas. O gerente jurídico da AETC (Associação das Empresas de Transporte Coletivo do ABC) Francisco Bernardino Ferreira, não confirmou.
"Não tenho essa informação. Preciso checar os fatos com a entidade", respondeu o advogado, ao ser consultado ontem, por volta das 17h30, depois de encerrada segunda assembleia. Pela manhã já havia sido realizada uma. No total, 450 trabalhadores participaram.
O sindicato da categoria afirmou que será mantido bônus de R$ 1.500 para motoristas que também atuam como cobradores, pagos em duas parcelas; equiparação do Participação nos Lucros e Resultados de cobradores e motoristas e reajuste para R$ 450; além disso, será mantido convênio médico nos casos de afastamento.
"Fizemos reunião para esclarecer como está a situação. Não descartamos a possibilidade de greve, caso não haja acordo. Mas desta vez será feita dentro da lei", garantiu Chicão.
Os trabalhadores reivindicavam inicialmente 15%. O Tribunal Regional do Trabalho deu prazo de dez dias, a contar da sexta-feira, dia 1º, para que sindicato e empresas entrem em acordo.
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