Gol de Lucas

Na volta do goleiro Rogério Ceni, o São Paulo sofreu para derrubar o Figueirense, ontem à noite, no Morumbi, pelo Brasileirão. Os torcedores que foram ao estádio viram o golaço Lucas definir o heroico 1 a 0 já nos descontos. O personagem da noite salvou a honra de quem, apesar da vitória, atuou muito mal. Entre outros desacertos, a equipe de Carpegiani falhava pela ausência de sintonia ao trocar passes diante do persistente adversário.
Os visitantes chegaram a surpreender os donos da casa pela constante rotatividade no meio-campo. Logo nos primeiros dez minutos, o São Paulo havia criado três chances nos pés de Fernandinho, Lucas e Dagoberto.
Era pouco para quem deveria ousar muito mais da intermediária à frente. As investidas de Jean pela direita eram uma das alternativas ofensivas. Juan disparava na esquerda, mas faltavam espaços ao lateral. Casemiro e Carlinhos Paraíba se encarregavam de rodar para que Lucas tivesse mais liberdade ao encostar em Dagoberto. Aí estava a fórmula que não funcionava. O confuso mapa são-paulino se confundia nas circunstâncias mais primárias ao procurar os atalhos que poderiam levá-lo a tirar o zero do resultado.
Pior do que não antecipar o caminho correto para explorar a própria superioridade conferida ao modelo utilizado pelo técnico Carpegiani era não se arriscar no momento exato.
Na segunda fase, o São Paulo recorreu a Rivaldo no lugar de Fernandinho, que se mostrava dispersivo especialmente nos arremates. A torcida, que tanto protestou no intervalo, aplaudiu o pentacampeão, que logo passou a coordenar os lançamentos. No entanto, ninguém se oferecia cá ou lá para tabelar ou concluir os lances de área.
O Figueirense insistia nos contragolpes que o caracterizavam desde o início. A referência era o veterano Reinaldo - ex-São Paulo, Santos e Botafogo-RJ, além do futebol francês -, que impunha cuidados redobrados e puxava o combate de Xandão e Rhodolfo. Aos 20 minutos, Jean poderia balançar a rede, mas o chute saiu perigosamente rente à trave. Carpegiani apostou em duas mudanças: Henrique substituiu Juan e Marlos ocupou a vaga de Carlinhos Paraíba.
Aos 23, Casemiro, livre no meio da zaga, parou no goleiro Wilson. Aos 26, Marlos mandou na trave. Aos 35, Lucas esbarraria novamente no ágil camisa um. Mas, aos 47, o diferenciado garoto desengasgou o grito das arquibancadas: 1 a 0.
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