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Em audiência da fase criminal, a Justiça de Ribeirão Preto (SP) impôs uma sanção ao médico Carlos Pimenta pela morte da estudante de jornalismo Thaís Araújo Manoel, de 21 anos, em julho de 2009, por aplicação errada de um medicamento em tratamento de quimioterapia na Beneficência Portuguesa.

O médico, acusado de homicídio culposo, por reconhecer o erro, terá que pagar indenização de 50 salários mínimos (R$ 27.250), corrigidos, em cinco vezes, à família de Thaís, e cumprir outras exigências.

A advogada Vanderlena Manoel Bersa disse que a família não concorda com a decisão judicial e que queria o médico processado e na cadeia. A família deverá ingressar ainda com processos contra o hospital, o médico responsável pelo tratamento e contra o plano de saúde. O advogado de Pimenta não foi localizado.

O pedido inicial da promotoria era de 200 salários mínimos, mas foi baixado para 50 na audiência, realizada na tarde de ontem, o que revoltou a família de Thaís. A juíza da 5ª Vara Criminal, Ilona Faggioni, concordou com o pedido e impôs a sanção, prevista na Lei 9.099/95, que determina que pessoas com pena de até dois anos de prisão e sem antecedentes criminais têm o direito de se beneficiar da transação penal e ter o processo suspenso por dois anos.

Brás Henrique

DGABC



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