
Com o desenrolar da greve no funcionalismo público, que completa 21 dias hoje, o prefeito de Diadema, Mário Reali (PT), começa estudar maneiras de garantir serviços básicos à população.
O petista tem reunido secretários e técnicos para traçar estratégias e manter o atendimento principalmente nas áreas da Saúde e Educação - estima-se que 80% das escolas estejam sem aulas. "Esta é a única alternativa. Vamos estudar saídas jurídicas", disse.
As opções começaram a ser discutidas após a categoria ter rejeitado pela terceira vez a proposta do Executivo, na segunda-feira. A oferta previa abono de R$ 300 em setembro e reajuste de 12,46% escalonados. Os servidores pedem 11% retroativos a março, data-base da categoria. "Acreditei que o sindicato fosse ver que estamos fazendo o que é possível. Fomos pegos de surpresa", declarou o chefe do Executivo.
Não há previsão para nova mesa de negociação. "Estamos vendo que espaço temos para negociar. Não temos mais proposta para oferecer", justificou. Reali ressaltou que o percentual apresentado "é esforço sobrenatural". "A situação é real. A culpa não é minha", disse, referindo-se ao grito dos servidores durante assembleia de ontem: "Greve continua, Reali a culpa é sua".
O prefeito disse que o momento financeiro da Prefeitura não é bom. "Gastamos mais da metade do Orçamento com pessoal. Tenho que ter responsabilidade, pois a cidade precisa de investimentos", ponderou. "Os números não mentem. É preciso ter compreensão. A bola está em campo e no pé do sindicato."
Após negativa da categoria à proposta, o Executivo afirmou que os dias não trabalhados serão descontados no holerite do dia 27.A presidente do Sindema (Sindicato dos Funcionários Públicos de Diadema), Jandyra Uehara Alves, criticou a postura do Paço. "Eles deram as costas para a lei da greve. É o momento da guerra suja", salientou.
LEGISLATIVO
A sessão de amanhã promete ser agitada. Cinco projetos do Executivo entraram na ordem do dia. "Gostando ou não o sindicato, a pauta será votada", disse o presidente da Câmara, Laércio Soares (PCdoB). Desde o início da paralisação, o Sindema pede para que vereadores boicotem as matérias do governo para forçar acordo pelo fim da greve.
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