A Fundação Casa mantém as obras das unidades de Santo André mesmo com o embargo emitido pela Prefeitura. Ontem, funcionários municipais aplicaram a segunda multa à entidade estadual pelo desrespeito à paralisação. O valor pago por cada infração é de cerca de R$ 300.
Na segunda-feira, representantes do município e Estado se reúnem mais uma vez para discutir o futuro das obras.
A construção foi embargada no dia 2 pelo fato de o Estado não ter apresentado licença ambiental para levantar o prédio. A ausência do documento foi questionada pelo Ministério Público, que acatou denuncia de moradores do condomínio Prestes Maia, vizinho às unidades de internação. Inquérito civil recomendou à Prefeitura que paralisasse os trabalhos.
Nesta semana, a Fundação encaminhou a papelada solicitada. A administração se prontificou a analisar a documentação e decidir sobre o desembargo. A Fundação continuou a levantar os alicerces dos internatos mesmo sem permissão.
Prefeitura e Estado decidiram colocar panos quentes no assunto. Um acordo informal permitiu que a Fundação Casa continuasse as obras. Segundo fonte ligada ao administrativo da cidade, o embargo vai continuar para manter a burocracia, uma vez que a Secretaria Estadual de Meio Ambiente permite a construção de qualquer unidade de internação da Fundação Casa sem levantamento de impacto de vizinhança.