
A Justiça de São Paulo ouviu nesta quinta-feira seis testemunhas de defesa no processo sobre a morte de Eloá Cristina Pimentel, ex-namorada de Lindemberg Alves Fernandes, ocorrida em outubro de 2008. A Justiça quer decidir se o acusado irá a júri popular pelo assassinato da adolescente, que tinha 15 anos na época do crime.
A audiência, que ocorreu no Fórum Santo André, estava prevista para começar as 10h, mas teve início as 10h10 e durou apenas 20 minutos. Seriam ouvidas hoje nove testemunhas, entre parentes e amigos, mas a defesa dispensou três delas. Ainda não há previsão de quando Lindemberg será ouvido.
Até agora, cinco testemunhas de acusação prestaram depoimento no dia 11 de março. Foram elas Nayara Rodrigues da Silva, amiga de Eloá que permaneceu com ela em cárcere privado no apartamento; o irmão de Eloá, Everton Pimentel; os dois amigos que estavam no local quando Lindemberg invadiu o imóvel armado - Vitor de Campos e Iago de Oliveira - e o sargento da Polícia Militar Atos Valeiriano, que foi o primeiro policial a chegar no local do crime e teria recebido tiros de Lindemberg.
Outros quatro policiais militares foram ouvidos por precatória no Fórum de Santana no dia 16 de março. Um PM que se ausentou será ouvido no próximo dia 13. Só então será estabelecida a data para o interrogatório de Lindemberg.
Uma outra audiência já tinha determinado que ele iria a júri, mas o STJ (Superior Tribunal de Justiça) acatou o pedido do réu, considerando haver falhas de procedimento que comprometeram o direto à ampla defesa.
Lindemberg está preso na penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo, e responde pelos crimes de homicídio qualificado (motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima), tentativa de homicídio (contra Nayara Rodrigues e o sargento Atos Valeriano), cárcere privado e disparo de arma de fogo.
O crime - O crime foi transmitido em rede nacional por diversas emissoras, em 2008. Lindemberg invadiu a casa da sua ex-namorada no Bairro Jardim Santo André. Em seguida, ele manteve Eloá e outras pessoas como reféns. Eloá foi morta com dois tiros. Sua amiga, a estudante Nayara Rodrigues, também estava no local e acabou ferida.
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