
A indústria brasileira de máquinas e equipamentos perdeu espaço para os produtos importados num ritmo acelerado no segundo semestre de 2010.
Segundo os números divulgados pelo Deee (Departamento de Economia e Estatística) da Abimaq (Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos), o quadro de instabilidade pode ser notado na balança comercial do setor: enquanto as importações obtiveram crescimento equivalente a 3,7% no mês de novembro frente a outubro, com vendas que chegaram a US$ 2,23 bilhões, as exportações caíram 14,9% entre outubro e novembro de 2010, com apenas US$ 826,2 milhões em máquinas e equipamentos vendidos para o mercado internacional.
Entre janeiro e novembro do ano passado, na comparação com o mesmo intervalo de 2009, as exportações cresceram 18,8%, fechando em US$ 8,28 bilhões, ainda longe dos US$ 22,60 bilhões alcançados pelas importações entre janeiro e novembro de 2010, e variou, positivamente, em 32,2% frente o mesmo período de 2009.
Com isso, o cenário comercial atual dessa indústria acumulou, entre janeiro e novembro, déficit de US$ 14,32 bilhões.
FATURAMENTO - Apesar da maior entrada de peças importadas no País, o faturamento do setor nacional cresceu em novembro, ao totalizar R$ 6,29 bilhões, 5,4% mais que os R$ 5,97 bilhões de outubro. Isso depois de apresentar queda de 7% em outubro de 2010 frente a setembro.
Com isso, o faturamento nominal para o período de janeiro a novembro de 2010 ficou acumulado em R$ 65,13 bilhões, uma variação de 12,7% ante os R$ 57,79 bi alcançados durante o mesmo intervalo de 2009.
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