
As Centrais Sindicais fazem amanhã manifestações em diversas cidades cobrando a correção da tabela do Imposto de Renda e o reajuste do salário-mínimo para R$ 580. Em São Paulo, a concentração será às 10h30, no vão livre do Masp (Av. Paulista, 1578), em seguida acontece passeata até o TRF (Tribunal Regional Federal), na Avenida Paulista, nº 1842.
Depois de manter a política de correção anual da tabela do Imposto de Renda, por quatro anos seguidos, o benefício terminou em 2010. O acordo realizado, em 2006, entre as Centrais Sindicais e o governo beneficiou milhões de trabalhadores e fomentou a economia brasileira. "Pretendemos ingressar com ações na Justiça Federal para corrigir esta injustiça com os trabalhadores. É bom ressaltar que milhares de trabalhadores passarão a pagar imposto de renda após os reajustes salariais do ano passado", adianta o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho.
O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, lembra que dados da Receita Federal revelam que o governo espera receber 24 milhões de declarações, cerca de 500 mil a mais este ano. "Desde 1995, a tabela do IR acumula defasagem de cerca de 70%", cobra o sindicalista.
A outra reivindicação das entidades é o valor do salário mínimo, que segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, será reajustado para R$ 545. Os sindicatos cobram reunião com o governo para discutir o aumento antes da aprovação final do valor pelo congresso. Para sindicalistas o valor de R$ 580 é fundamental para manter o crescimento da economia.
Manifestações - Além da atividade na Avenida Paulista, as Centrais estão orientando as seções estaduais, Confederações, Federações e os Sindicatos filiados que promovam atos públicos, passeatas, assembleias e outras ações para marcar a data. As entidades também já encaminharam um pedido de audiência à presidenta Dilma Rousseff.
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