
Estudantes aguardavam neste domingo com desconfiança o segundo dia do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Ainda irritados com os erros do primeiro — ordem das respostas invertidas no gabarito, problemas de impressão e ausência de questões em algumas provas amarelas — diziam-se preparados para novas surpresas.
"Foi ridículo. Muita desorganização", diz Guilherme Vieira, 18 anos, que deseja entrar no curso de Farmácia ou Biomedicina de uma universidade federal. Guilherme Orlandi, 18, conta que primeiro receberam a orientação de preencher os gabaritos na ordem contrária; alguns minutos depois os avisaram para responder normalmente. "Nessa confusão, marquei pelo menos duas questões erradas."
Na UniABC, um dos locais de prova em Santo André, mais estudantes ficaram de fora do exame por conta do atraso. No sábado, houve grande confusão na porta da instituição. "Para mim, acabou. Se você zera em uma das matérias, não tem mais chance", afirma José Donizete Matias, 32, que pleitearia vaga em uma universidade federal.
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