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Corinthians: 100 anos

01/09/2010 | 09:20
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Fé ou misticismo? Já falaram de tudo sobre o Corinthians, mas vale a pena insistir na mesma paixão de 100 anos. Voltem no tempo e retornem ao futuro. É como se o dia 1º de setembro de 1910 fosse hoje coincidentemente na mesma data histórica do sagrado romance alvinegro. Religião ou misticismo? Já falaram de tudo sobre o Corinthians. A lenda conta que a figura do guerreiro é a primeira imortalizada em cima do cavalo branco na capelinha do Parque São Jorge.

É lá que a Fiel disse adeus a pelo menos três personagens inseridos na galeria dos inesquecíveis - o lateral Lidu e o ponta Eduardo, mortos em acidente, além do zagueiro Oreco, de mal súbito no futebol de várzea depois de encerrar a carreira. O presidente Vicente Matheus, o mais carismático do pódio - e incomparável comandante do fim do mais longo tabu - repousa em outra morada. Em 1977, ele chorou no momento em que Basílio conseguiu, enfim, espantar a terrível maldição em cima da Ponte Preta no Morumbi reluzente pelos barulhentos rojões que não paravam de estourar.

O senhor do santíssimo título desfilou de joelhos no meio do gramado. As imagens não mentem e são definitivas. Os heróis não caberiam no mesmo livro dourado. Entre os campeões do Quarto Centenário, seria imperdoável esquecer do goleiro Gilmar dos Santos Neves (o melhor de todos os tempos, apesar do recorde ainda insuperável de Ronaldo Giovanelli) ou Idário, Olavo, Alan, Goiano, Roberto Belangero, Luisinho, Cláudio Cristóvão de Pinho, Baltazar, Rafael Chiarelli, depois Índio, Zague, Souzinha e...

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Recuem a fita: Neco (teria sido um dos maiores), Teleco, Del Debbio, Grané, Tuffy. Não parem de conferir a lista, que levaria, mais tarde, aos notáveis Flávio (o Minuano) Rivellino, Basílio, Zé Maria, Wladimir, Sócrates, Biro-Biro, Zenon, Casagrande, Neto, Marcelinho Carioca, Tevez, Ronaldo e ... Que só não ganharam a inédita Libertadores, o desafio inatingível.

Rodem novamente até o Mundial da Fifa-2000: Dida, Índio, João Carlos, Adílson Batista, Fábio Luciano, Kléber, Vampeta, Rincón, Luizão, Marcelinho Carioca, Ricardinho e outros que compuseram o grupo.

Mas ninguém se compara ao Fenômeno, a marca poderosa que fortaleceria o sonho dos idealizadores do Fielzão - projetado para abrir o Mundial de 2014. Apaguem o impeachment contra Alberto Dualib - antecessor de Andrés Sanchez. Esqueçam. Comemorem o primeiro século do Timão.




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