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Apiay sofre representação no MP

16/08/2010 | 08:25
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Fernando Nonato/DGABC
Fernando Nonato/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Braço da Associação de Construção Comunitária Santa Luzia, a Associação Apiay agora também é alvo de investigação do Ministério Público. Na quinta-feira, uma mutuária (que pediu para ser identificada apenas pelo primeiro nome, Tereza) entrou com representação contra a entidade na Promotoria de Justiça Criminal de Santo André.

No documento, Tereza cobra transparência na prestação de contas da Apiay, responsável pela construção de 32 unidades habitacionais no Residencial Flor de Lis, na Rua Pirambóia, no Jardim Estela, em Santo André. Ela alega ter investido R$ 6,1 mil entre 2004 e 2008 - o projeto até agora não saiu do papel.

Segundo a representação, a construção da obra não foi iniciada pela Associação não possuir sequer escritura pública de doação, já que o terreno onde foi anunciado o projeto pertence à Prefeitura. Tereza deixou de efetuar os pagamentos mensais no ano passado e hoje luta para se desligar do projeto e receber a devolução do valor integral investido. "Hoje me sinto enganada, pois após tanta expectativa vejo meu sonho se transformar em pesadelo."

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Mesmo legalmente não constituindo parte da direção da Associação, o vereador e candidato a deputado estadual Jurandir Gallo (PT) é responsabilizado pelos enganos. "Muitas vezes ele foi na reunião incentivar os associados, declarando que as negociações estavam positivas e em fase final", denuncia a mutuária.

Em 2005, a assessoria técnica Carpe Diem, comandada por Vinícius Ramalho Gallo (filho do vereador), foi contratada. "Apresentou maquete de papelão", inconforma-se.

Tereza reforça a ligação do parlamentar no caso ao afirmar ter recebido carta, em dezembro de 2008, informando que Gallo fora reeleito para a Câmara, mas o prefeito (à época João Avamileno - PT), não. "Mas não deveremos ter problemas (na conclusão do projeto)", diz trecho da carta.

Além disso, parte da direção das associações Santa Luzia e Apiay (ambas situadas à Rua Edu Chaves, na Vila Bastos) é composta por assessores do mandato do vereador.

RECUSA - Procurado para esclarecer a situação do Residencial Flor de Lis, Gallo recusa explicações. "Não sou representante legal da associação." Fundador da Santa Luzia (que gerou a Apiay), o parlamentar admite, porém, possuir ligações com os projetos habitacionais. "É evidente."

Apesar de ter seu nome citado nove vezes na representação, Gallo não quis responder aos questionamentos baseados no documento, que ainda não havia chegado ao seu conhecimento.

O vereador mais uma vez atribui o movimento ao momento pré-eleitoral. "Estão usando isso para fazer campanha contra mim."




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