Brasileirão Equipe não vence há cinco jogos e recebe o Ceará,
pelo Campeonato Brasileiro, com a corda no pescoço

Sem vencer desde a retomada do Brasileirão após a Copa da África - já são quatro derrotas e um empate -, o São Paulo recebe o Ceará hoje, às 18h30, no Estáido do Morumbi, pela 12ª rodada, com a corda no pescoço. Precisa vencer para não correr o risco de mergulhar na zona de rebaixamento (é o 15º, com 12 pontos) e para afastar a crise às vésperas do jogo de volta contra o Internacional, na quinta-feira, pelas semifinais da Libertadores.
Desde meados de 2005 os são-paulinos não sabem o que é ficar cinco partidas consecutivas sem vencer.
Há cinco anos, a equipe comandada por Paulo Autuori enfrentou jejum de oito jogos sem ganhar pelo Brasileiro. Entretanto, o cenário era outro. O Tricolor ainda curtia o título da Libertadores, e os titulares ganharam folga em algumas partidas.
Agora, o técnico Ricardo Gomes corre o risco de deixar o cargo, visto que já não agrada aos torcedores e aos dirigentes.
"É uma situação difícil de se explicar. O time terminou bem antes da parada para a Copa, ganhou um jogo bonito contra o Grêmio, cresceu e teve dez dias para descansar. Vendo de fora falta uma vitória, é isso. Nada que uma vitória não mude", disse, confiante, o recém-contratado atacante Ricardo Oliveira. O jogador reestreou na equipe contra o Internacional, na quarta, após quatro anos no Exterior
Ricardo Gomes confirmou força máxima porque terá tempo para recuperar a equipe para o confronto com o Inter. A ideia inicial era escalar reservas contra os cearenses. O único desfalque será o volante Rodrigo Souto, poupado porque não está 100% fisicamente.
Ricardo Oliveira está garantido. O treinador já havia dito após o jogo contra o Colorado que deverá utilizá-lo pelo menos por 45 minutos, para que readquira melhores condições físicas.
Em compensação, Richarlyson ficará afastado três semanas tratando estiramento no músculo posterior da coxa esquerda. A lesão foi revelada ontem, após o jogador ser submetido a exame de ressonância magnética. O Ceará, terceiro colocado com 20 pontos, deve jogar completo.
Diretoria atribui má fase também aos atletas
A diretoria não está satisfeita com o trabalho de Ricardo Gomes, mas não vê o técnico como único culpado pelo momento ruim da equipe. O vice-presidente de futebol Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, fez críticas aos jogadores. "O Ricardo não é o único problema, não seria justo dizer isso. Alguns jogadores estão aquém das performances desejadas", disse.
O comportamento em campo é o que mais irrita Leco. "A gente conversa com torcedores, conselheiros... As reclamações se repetem", revelou o dirigente, que fez sua insatisfação com o elenco chegar aos ouvidos de Ricardo Gomes.
Os dois ficaram conversando no banco do campo principal durante boa parte do treino de ontem. Antes de ir embora, Leco ainda entrou no gramado e novamente ficou alguns minutos com o treinador e o auxiliar, Milton Cruz.
Leco, no entanto, admitiu que no bate-papo eles falaram de possíveis mudanças na escalação do time. "Não significa interferência da diretoria. São conversas que temos para buscarmos melhor formação. Às vezes elas são boas. Alguns palpites não são os melhores e ele está certo em não aceitar."
Embora Leco não fale abertamente, Dagoberto é um dos jogadores - ao lado de Miranda e Marlos - que deixaram os dirigentes irritados. O comportamento do atacante contra o Inter, segundo eles, foi inaceitável. (Da AE)
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