
O comando da Polícia Militar afastou dos trabalhos de rua, na noite de quinta-feira, os dois policiais militares suspeitos de matar dois jovens ao obrigá-los a ingerir cocaína, o que teria causado overdose e matado as vítimas. De acordo com a corporação, os PMs farão apenas serviços administrativos até que o inquérito seja concluído.
Os PMs prestaram depoimento nesta sexta e negaram o crime. Segundo o comandante do Batalhão de Jacarepaguá, coronel Djalma Beltrami, eles não entraram em contradição. O coronel também afirmou que não pretende ouvir mais ninguém.
Beltrami, no entanto, não descarta nenhuma possibilidade e disse que está aguardando o resultado do exame toxicológico, que deve ser liberado pelo IML (Instituto Médico Legal) em até 30 dias.
De acordo com uma testemunha que estava com Jorge Alex da Silva Cardoso, 35 anos, e Atenildo Oliveira de Souza, 28, em um ônibus, os dois foram obrigados a beber a solução com a droga depois de serem retirados do transporte por policiais e levados a uma cabine na Taquara, a cerca de 300 metros da delegacia. Segundo o coronel, a testemunha estava drogada.
Já a PM informou que os três homens teriam comprado a droga no morro do Cajueiro, em Madureira, Zona Norte do Rio, e em seguida pegaram o ônibus em direção à Curicica.
No trajeto, eles teriam consumido a cocaína e acabaram detidos depois que um passageiro acionou os policiais. Mas, segundo o coronel Beltrami, os homens foram liberados após os policiais revistarem eles na cabine e não encontrarem drogas. Os jovens teriam então começado a beber em um bar, onde teriam passado mal e morrido.
A Polícia Civil do Rio já solicitou as imagens internas do ônibus em que dois homens foram abordados, mas ainda não se sabe se as câmeras gravaram a abordagem dos policiais. Também foram solicitadas à prefeitura imagens de câmeras próximas a cabine da polícia.
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