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Crise no Hospital São Caetano atinge comércio

28/07/2010 | 07:31
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A redução de operação do Hospital São Caetano atinge em cheio os microempresários próximos ao estabelecimento. "Nosso faturamento caiu cerca de 75%", afirmou o comerciante Eduardo Brito, que é sócio-proprietário de um pequeno restaurante localizado em frente ao hospital.

Entre os clientes de Brito estavam os funcionários do São Caetano. "Eles almoçavam aqui. Agora, que parece que eles não recebem mais, sumiram". Os acompanhantes dos pacientes também geravam receita para o empresário, mas segundo ele, também não aparecem. "Já estou gastando o dinheiro da poupança para manter aqui. Deste jeito consigo manter por mais uns três meses, e neste caso, vou mudar o foco do local, reestruturar e atender outro tipo de público", explicou.

O microempresário Rafael Pellegrino, que mantém um estacionamento no quarteirão do hospital, afirmou que os pacientes e famílias representavam 30% do seu faturamento. "A sorte é que o ponto é próprio. Poís se fosse alugado seria complicado. Não sei se aguentaria manter o estacionamento", disse. Pellegrino é neto de um dos fundadores do Hospital São Caetano, Ângelo Raphael Pellegrino, que também foi o primeiro prefeito da cidade.

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Ele destacou que não está ao seu alcance recuperar a fatia da receita que desmanchou com o funcionamento parcial do hospital. "Ao menos que surja algo novo aqui perto", acrescentou.

Redução - O Hospital São Caetano reduziu suas operações após a saída do Hospital Brasil da gestão econômica-fianceira, que durou aproximadamente um ano. E hoje, segundo alguns funcionários que não se identificaram, apenas clientes do plano de saúde Di Thiene são atendidos no prédio. Mas apenas em consultas clínicas. O Diário tentou entrevista com a administração do hospital e do convênio, mas esta foi negada. Também não foi permitida a entrada no local para a constatação dos atendimentos.

A gerente de um bazar na rua do hospital, Rosemeire nunes da Silva, confirmou que o movimento, tanto na loja, quanto na rua, caiu. "Não consigo mensurar qual o impacto no nosso faturamento, mas certamente teve queda", disse.

Resposta - Quem foi conferir novas informações sobre o Di Thiene, ontem, no São Caetano voltou para trás. "Mandaram eu ligar na sexta-feira para saber o que aconteceu. E minha mãe está precisando de exames", disse a conveniada Carolina Marcolim. Ela contou que sua mãe é cliente do plano de saúde desde 1986.

Estabelecimento foi marco para a fundação da cidade
De acordo com Ivo Pellegrino, filho do primeiro prefeito de São Caetano, Ângelo Raphael Pellegrino, a inauguração do Hospital São Caetano foi marco decisivo para a autonomia da cidade, que antes era um dos distritos de Santo André. "Foi uma luta dos idealistas daquela época", conta Ivo, destacando o trabalho de várias famílias moradoras da região.

Ele contou que a fundação do hospital aconteceu antes do mandato de seu pai, entre 1949 e 1953. "Foi por volta de 1947, mas eu era muito pequeno. E naquela época, com aproximadamente 10 anos, lembro que naquele terreno (do São Caetano), eu ia brincar enquanto meus pais trabalhavam. Eles, junto a outras famílias, arrecadavam fundos com quermesses para levantar o hospital", contou.

Por seu parentesco a um dos fundadores do São Caetano, Ivo participou por vários anos do conselho diretor do estabelecimento, porém não exerce mais a função.




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