À espera da sanção do governador de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB), o projeto de lei que restringe a eutanásia de cães com leishmaniose está causando polêmica. A proposta aprovada pela Assembleia Legislativa obriga os municípios a fazerem contraprova antes de sacrificar os animais diagnosticados com a doença. E impede a eutanásia se houver possibilidade de tratamento do cachorro.
O projeto é questionado pelo CRMV-SP (Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo). Segundo a entidade, não há cura para a doença e postergar a eutanásia faria apenas com que os cães doentes ficassem mais tempo convivendo com animais e pessoas sadias.
"Esse projeto contraria a legislação federal, que proíbe o tratamento com remédios para humanos e determina a eutanásia para evitar a contaminação de outros animais e até de pessoas", afirma Francisco Cavalcanti de Almeida, presidente do CRMV-SP. "Existe tratamento paliativo, mas não há cura. Quando tem um animal com raiva, faz o quê? Trata? Não. Tem que ser excluído para não multiplicar a doença." Já os defensores da lei afirmam que a eutanásia é aplicada indiscriminadamente e que os testes feitos são imprecisos.