Diário do Grande ABC

SETECIDADES


sexta-feira, 19 de março de 2010 8:19

Casal perde bebê, e polícia investiga omissão de socorro

Deborah Moreira
Do Diário do Grande ABC

1 comentário(s)

Um casal de São Bernardo viveu momentos de tensão e desespero nos dias 11 e 12 para tentar salvar o filho. Simone Maria dos Santos Almeida, 25 anos, esperava a criança há três meses. Para evitar o pior, ela e o marido, Claudemir Leal de Almeida, 32 anos, percorreram diversas unidades de Saúde da região, até que foram comunicados que a mulher havia sofrido um aborto.

"Até aquele momento, não sabíamos de nada. Ela sangrava muito e tudo o que pensávamos era que tínhamos que salvar nosso filho", disse Claudemir, que é catador de papel.

Desde setembro, ele recebe cerca de R$ 500 da Previdência Social por conta de uma inflamação na perna. Ele, a mulher e o filho único, Isaac, 3 anos, moram em uma casa de quarto, sala, cozinha e banheiro na Vila São Pedro. "Já tínhamos planejado tudo. Seria nosso segundo e último filho."

No dia 11, Claudemir levou a mulher, que sangrava, até a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) 24 horas, inaugurada em 29 de dezembro. "Ela foi levada ao PS Central somente duas horas depois. Lá, tomou remédio para dor, e o sangramento havia parado", contou o marido.

No dia seguinte, quando levava a mulher para fazer um ultrassom, a pedido do médico, o sangramento aumentou.

"Chamei o socorro pelo celular, e não conseguimos atendimento. Até fui xingado pela telefonista, que pensou que era trote. Um rapaz viu nosso sofrimento e nos levou ao PS Central, de onde saímos, em ambulância, para o (hospital) Serraria", lembrou Claudemir.

O município afirmou que unidades e profissionais envolvidos seguiram normas de humanização e usaram todos os recursos disponíveis para dar o melhor atendimento.

O casal registrou boletim de ocorrência no 1º DP, e a polícia investiga se houve omissão de socorro.




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Comentários

joão gonçalves de souza

19/03/2010 às 10:58

eu também tive uma filha falecida no hospital beneficiencia portuguesa de santo andré em 2006, foi muito dificil processar o médico e o hospital, mas felizmente encontrei um delegado subtituto do 1º DP de santo andré do qual teve corragem de abrir um boletim ao nosso favor e esse processo corre na justiça. não desist

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