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Remoção de carros deve ir até abril

02/03/2010 | 08:15
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A remoção dos veículos apreendidos pela polícia de São Bernardo e estacionados na Avenida Armando Ítalo Setti, no Centro, onde fica o 1º Distrito Policial, deve levar pelo menos dois meses. A demora desagrada moradores do local.

Segundo o delegado seccional de São Bernardo, Rafael Rabinovici, o tempo excessivo se deve à grande quantidade de veículos e o pouco espaço nos dois pátios da Ciretran, no bairro dos Casa e Parque Espacial. "Vai acontecer um leilão no dia 27 de abril e, com isso, haverá mais espaço para levarmos todos os carros", explica.

Outro problema é quanto ao contrato com a empresa responsável pela administração do pátio de retenção de veículos, no bairro dos Casa, desde 2007. "Não havia uma cláusula que incluísse os veículos roubados e apreendidos, apenas os com problemas administrativos. Por isso, não eram levados. Mas negociamos com a empresa", diz Rabinovici, que foi cobrado pela Prefeitura. Questionada, a administração da cidade informou que esses veículos estão sob custódia e da polícia que responde ao Estado.

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Nesta semana serão removidos de oito a 16 veículos do entorno do 1º DP, local onde há cerca de 80.

"Toda semana estamos fazendo a retirada de carros nos três distritos policiais da cidade, que juntos têm cerca de 200 automóveis. A ação acontece segundo a disponibilidade de guinchos", explica.

Na sexta-feira oito veículos do 1º DP foram levados para o pátio no Parque Espacial.

Os moradores contam que os automóveis estão deteriorados, abrigam mendigos, usuários de drogas, focos do mosquito da dengue, prejudicam o trânsito e diminuem o número de vagas na via, que abriga prédios, hospital e posto de Saúde. "Meu marido teve que deixar eu e minha filha no meio da rua e ir procurar uma vaga, porque senão perderia o horário da consulta no posto", diz a dona de casa Maria do Carmo, 40.

A moradora de um prédio vizinho Marilene Nicoli, 59, deixou de receber visitas. "Como não encontram vagas, desistem", diz a dona de casa.

Moradores relatam que o problema é antigo

O administrador de empresas Luis Cláudio de Medeiros, 37 anos, explica que o problema dos carros apreendidos se deteriorando no meio da rua acontece há anos. "Na gestão anterior houve manifestação na avenida e chegou a ser solucionado após a imprensa noticiar, mas nesta gestão voltou tudo", explica o morador do prédio, que fez um post especial no blog sobre o assunto para que todos tivessem conhecimento da sua indignação.

O síndico do prédio em frente ao 1º DP, Adílson de Abreu, 44, aguarda ansioso a remoção de todos os veículos. "Não tem uma pessoa que não reclame. Durante a noite e no fim de semana acontecem pequenos furtos nesses carros. Não temos nem segurança", relata ele, que na semana passada recebeu comunicado da delegacia seccional que informa saber do problema e que seria solucionado brevemente. Mesmo quem frequenta esporadicamente a avenida não se conforma. " Às vezes preciso dar duas ou três voltas para encontrar uma vaga. Esses veículos estão parados de qualquer jeito, na contramão, em faixas amarelas e nada é feito", diz a auxiliar de enfermagem Lucia Sassin, 55.




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