Diário do Grande ABC

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sexta-feira, 17 de abril de 2009 16:34 [Atualizada]

Entenda como funcionará o vestibular unificado das universidades federais

Fabiana Piasentin
Do Diário OnLine

12 comentário(s)

O MEC (Ministério da Educação) anunciou na semana passada uma novidade que modificará o processo seletivo dos cerca de 5 milhões de vestibulandos que a cada ano tentam uma vaga nas universidades brasileiras. Pela proposta do ministério, um único vestibular unificado — no caso, a prova do Enem (Exame Nacional do Exame Médio) — selecionará os futuros estudantes das 55 universidades federais brasileiras.

Caso seja aceito como prova de ingresso para essas instituições, o "Super Enem" deverá facilitar — e muito — a vida dos vestibulandos, que ficarão livres da maratona de exames que atualmente são obrigados a enfrentar. Além disso, possibilitará que um estudante de São Paulo se candidate a uma vaga na Universidade Federal do Acre, por exemplo, sem precisar se deslocar até o norte do País.

A proposta, a princípio, envolve apenas universidades federais, embora instituições privadas e estaduais também possam aderir ao novo sistema. Os reitores das escolas federais têm até o final de abril para decidir se utilizarão o novo processo seletivo ainda este ano. A adesão poderá ser parcial, usando o novo Enem como parte de seu processo seletivo, ou total, por meio do Sistema de Seleção Unificada (entenda abaixo a dinâmica dos processos).

O que muda, afinal? - Marcado para os dias 3 e 4 de outubro, o novo Enem passará a ter 200 questões de múltipla escolha, divididas em quatro áreas de conhecimento: Linguagens e Códigos (português e inglês), Matemática e Estatística, Ciências da Natureza (biologia, química, física) e Ciências Humanas (história, geografia, ciências sociais, economia), além da redação.

As questões de raciocínio lógico e interpretação continuarão presentes na prova, porém de forma mais aprofundada e baseadas no conteúdo do ensino médio. A principal vantagem do novo Enem é evitar o ultrapassado modelo de memorização e priorizar o entendimento e contextualização das disciplinas do ensino médio.

A proposta do MEC prevê quatro formas de seleção a partir do novo Enem. Em um dos modelos, a universidade poderá utilizar a prova como primeira fase do processo seletivo, podendo aplicar, por conta própria, um segundo exame para analisar aptidões específicas do aluno. A universidade também poderá optar combinar a nota do Enem à do seu vestibular tradicional ou para selecionar estudantes para vagas remanescentes.

A quarta forma de utilização do novo Enem consiste na adesão ao Sistema de Seleção Unificada, utilizando a prova como fase única. Nesse caso, o aluno se candidatará aos cursos e às universidades que têm interesse através de um sistema on-line.

Para o coordenador geral do Sistema Anglo de Ensino, Nicolau Marmo, a utilização parcial do Enem deverá ser a opção das principais universidades. "Não basta ter competência e formação geral. Um aluno de medicina precisa ter um conhecimento aprofundado em biologia, física e química, da mesma forma que para ser engenheiro precisa conhecer muito bem matemática e física", analisa.

Como concorrer às vagas? - Primeiramente, o aluno fará a prova do Enem e receberá suas notas. Em um segundo momento, ele indicará no sistema on-line do MEC os cinco cursos que pretende estudar. O vestibulando poderá optar por cinco áreas em uma mesma instituição ou em instituições diferentes. Vale lembrar que, nesse processo, somente estarão disponíveis as vagas das universidades que aderiram ao Sistema de Seleção Unificada.

Na página destinada à manifestação de interesse das vagas, o candidato poderá ver as notas dos seus concorrentes e checar se possui chances de ficar com a vaga. Caso contrário, ele poderá optar por um outro curso. Após o encerramento das matrículas referentes à primeira opção dos estudantes, começam as chamadas para as segundas opções e assim sucessivamente.

Como se preparar? - Os vestibulandos terão trabalho dobrado durante o período de transição, uma vez que precisarão se preparar para o novo Enem e para as demais provas, entre elas as de universidades estaduais, que ainda não manifestaram interesse no vestibular unificado.

Os alunos que optarem por um cursinho pré-vestibular deverão ficar atentos ao conteúdo oferecido e dar preferência àqueles que também estimulem as competências básicas, como entendimento de texto e processamento de informação para solucionar situações e problemas.

Quem deseja estudar por conta própria precisa se preparar tanto para o vestibular convencional quanto para o Enem. "A melhor dica é procurar as últimas provas do Enem e estudar os exames, analisar as provas resolvidas", ensina Nicolau Marmo.

Prós e contras - O coordenador do Sistema Anglo de Ensino vê com bons olhos a unificação do vestibular. "O estudante não precisa se locomover e faz menos provas. Gostaria muito que as universidades estaduais também unificassem o processo", analisa.

Para o coordenador, o novo modelo continuará selecionando os alunos mais aptos. "Muitas questões da Fuvest, Unicamp até mesmo da Unesp possuem o mesmo formato do Enem. A nova prova, que cobrará conteúdo e competências básicas, é a ideal para selecionar os melhores candidatos", afirma.

A Anup (Associação Nacional das Universidades Particulares) considerou o modelo unificado de vestibular um "avanço" e salientou que muitas instituições particulares já aproveitam os resultados do atual Enem em seus processos seletivos.

No entanto, ao que tudo indica, as universidades privadas deverão continuar com o atual modelo. "Temos tido, entre os candidatos aos cursos da Metodista, aqueles que não realizaram o exame por não terem concluído recentemente o ensino médio. Nesse sentido, nossa intenção é mantermos, neste momento, ambas as formas de seleção", explicou a Umesp (Universidade Metodista de São Paulo).

Até o fechamento desta reportagem, a UFABC (Universidade Federal do ABC) não havia se posicionado sobre as mudanças no processo seletivo.




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Comentários

João

24/10/2009 às 12:01

E será mesmo que o MEC tem condições de fazer um sistema desses? Imaginem o desespero dos candidatos tentando acessar simultaneamente o sistema… Imaginem milhões de pessoas acessando, o sistema tentando reprocessar as escolhas para apresentar a nova distribuição de vagas… Vai ser uma loucura!

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leydiane

28/04/2009 21:40

Sinceramente acredito que com isso o governo simplesmente acaba com a chance de muita gente entrar na faculdade como no proprio artigo cita vc tem que fazer um cursinho preparatorio se vc não tem condição finaceira pra isso vá com a kra e a coragem mesmo...HIPOCRITAS

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Nina

27/04/2009 às 13:13

(...) O governo junto com as Federais deveriam encontrar um meio melhor para aceitar os alunos nas universidades. Galera, prova não é nada. Não é demonstração de conhecimento. Deveríamos valorizar outros valores. Deveríamos acabar com as cotas raciais, quer demonstração maior de preconceito do que esta? Pensem!!!

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Nina

27/04/2009 13:07

Avanço? Está mais pra um retrocesso. Acho que isso não dará certo e que irá diminuir e muito as oportunidades dos alunos. As pessoas deveriam entrar em uma universidade por merecimento. Prova, não prova nada!!! Muitos alunos são super capacitados mas na hora da prova dá branco neles e eles se ferram e não passam. (...)

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Rodrigo

25/04/2009 às 20:35

Acho que essa possibilidade de escolha vai muito além de beneficiar o aluno na entrada para a faculdade, ela possibilita uma melhor adequação entre as afinidades individuais dos alunos com os cursos escolhidos, gerando consequentemente, maior profissionalismo na sociedade.

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Vanessa

23/04/2009 9:49

Gostei sim, pois antes tinhamos que escolher um curso e concorrer com os demais candidatos, agora não, agora fazemos a prova e de acordo com nossa nota podemos escolher um curso, tendo assim, maiores chances de entrar em uma universdidade.

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Rodrigo

18/04/2009 às 14:27

Gostei muito dessa mudança! Como os vestibulares, de certa forma, sempre nortearam o currículo, com certeza terão muito a ganhar unindo-se ao Enem. Texto completo no blog: http://piondragon.blogspot.com/

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Roberto

17/04/2009 22:44

Mas você gostou ou nao do novo modelo?

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Rodrigo

17/04/2009 às 18:33

HUMANAS: dissertação, redação oficial LETRAS: narrativas, texto lirico EXATAS: texto científico-analítico NATURAIS: texto científico-descritivo

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Rodrigo

17/04/2009 18:32

Seria interessante que a redação também fosse adequada ao campo correspondente, pois o estudante teria muito a ganhar focalizando naqueles tipos de texto que são exigidos à sua futura área de atuação e que infelizmente não podem ser enfatizados adequadamente dentro do período escolar:

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Rodrigo

17/04/2009 às 18:30

2* Evitando uma possível supremacia capitalista norte-americana no continente. 3*A relação entre a Física e a Matemática não pode ser desconsiderada, sem falar que o campo das Ciencias Naturais ficaria sobrecarregado acrescentando essa disciplina.

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Rodrigo

17/04/2009 18:27

=> HUMANAS*1: Filosofia, História, Sociologia => LETRAS: Gramática portuguesa e espanhola*2; Literatura brasileira e latino-americana => EXATAS: Matemática, Física* => NATURAIS: Química, Biologia 1* Excluindo a matéria de geografia, que engloba sincreticamente conteúdos de urbanização e sociologia.

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