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Ribeirão tem criação de 'cão gigante'

Fernanda Borges
Do Diário OnLine
13/08/2008 | 09:26
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Ele é grande, imponente e assustador, mas ao mesmo tempo é tão dócil quanto um pequeno poodle. Dustin, um wolfhound irlandês (irish wolfhound) de apenas um ano e um mês, impressiona não apenas pelo seu tamanho — pesa 80 kg, mede 90 cm e, quando está de pé, pode atingir mais de dois metros de altura —, mas principalmente pela sua tranqüilidade. Por ser de uma raça rara no Brasil, Dustin já é praticamente uma celebridade. O cão tem no currículo participações em programas de TV e em matérias para revistas e jornais.

"O Dustin é um cão super amável, apesar de ser um grandalhão", explica a criadora e proprietária do Canil Guarupe, de Ribeirão Pires, Patrícia Gonzalez. A criadora se diverte com a fama do cão. "Ele já é um hit na TV".

O primeiro exemplar de um wolfhound irlandês foi trazido para o Brasil há 30 anos pelo marido de Patrícia, que comprou um filhote de um casal inglês. "Nessa época ele iniciou a criação, mas os cães morreram e a raça ficou extinta no País desde então", conta. O canil é pioneiro e o único brasileiro a comercializar a raça atualmente. "Em 2004 resolvemos retomar a criação e importamos alguns cães da Alemanha, onde estão os melhores exemplares".

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De acordo com a CBKC (Confederação Brasileira de Cinofilia) — órgão responsável pela padronização de raças para competições —, até o fim do século 17 o wolfhound era usado para caçar cervos na Irlanda. Os cães também eram "ferramentas" importantes para exterminar os lobos que infestavam grandes áreas da Europa. "Apesar de ser um exímio caçador, ele é um cachorro ideal para companhia e guarda. Por ser muito calmo, é um animal recomendado para famílias. Ele nunca atacaria uma criança, por exemplo", ressalta a criadora.

Outra particularidade da raça é que os wolfhounds são os únicos cães machos do mundo que não levantam a perna para urinar, devido ao seu tamanho. "Por isso, ele nunca vai fazer xixi na roda de um carro", brinca Patrícia.

Para adotar um wolfhound irlandês, além de dispor de espaço, o futuro dono precisa estar preparado para desembolsar R$ 8 mil. "Se a pessoa for importar esse cão vai gastar entre R$ 15 e R$ 20 mil. Sendo assim, estabelecemos uma média para o preço do filhote". De acordo com Patrícia, o canil tem uma lista de espera para os interessados e algumas pessoas já aguardam há dois anos. "Temos cinco filhotes atualmente. Destes, ficaremos com dois para representar o Guarupe em competições e os outros três já estão comprometidos". Os filhotes, que estão com aproximadamente um mês de vida, só sairão do canil ao completar dois meses.

Despesas - Apesar do tamanho, o wolfhound irlandês necessita dos mesmos cuidados que os cães menores, como a vacinação e vermifugação em dia. Segundo Patrícia, o animal se alimenta de, no máximo, um quilo de ração por dia. "É o equivalente ao que come um pastor alemão. Por mês, o gasto deve chegar a R$ 230". Os filhotes, porém, precisam de cuidados especiais, como a ingestão de dois litros de leite por dia até atingirem um ano e meio de idade, já que precisam de cálcio para auxiliar no crescimento rápido.

O tamanho do animal deve ser levado em consideração antes da compra, já que em menos de um ano o cão pode atingir 90 cm, como é o caso de Dustin. "É importante ressaltar que a principal característica da raça é a estatura, já que o wolfhound não tem a mesma beleza de um maltês, por exemplo. Mesmo assim, nunca houve registro de um dono que se arrependeu de adquirir o animal. Por sua docilidade, ele acaba se tornando um verdadeiro membro da família, só que em tamanho gigante", explica Patrícia.

No site www.guarupe.com.br estão disponíveis informações sobre a história da raça, fotos e o contato dos criadores.

Clique aqui para conferir o vídeo




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