
O presidente da Comissao, Joao Leite (PSDB), defendeu o imediato afastamento do colega. A justificativa é que, em razao de seu "currículo como policial", ele jamais poderia fazer parte de uma instância que trata de direitos humanos.
Rodrigues afirmou nesta quinta-feira que o surgimento das denúncias - "todas devidamente registradas e apuradas "ou até prescritas" -, representa "uma orquestraçao do comando da PM" para desestabilizá-lo. "Todos sabem que o comando quer me prejudicar porque lutei pela democratizaçao do regimento interno da PM e ainda estou brigando pela anistia de dezenas de policiais excluídos depois da greve de julho de 1997", disse.
Rodrigues defendeu-se de uma das acusaçoes de abuso e truculência. Há cerca de 10 anos, ele e outros policiais teriam espancado freqüentadores de um bar, na periferia da cidade, durante uma blitz. "O que eu nao posso permitir é que, numa abordagem policial, a gente chegue ao ponto de ter de pedir pelo amor de Deus para que um cidadao mostre os documentos ou que te dê a droga que ele carrega", disse. "Temos que fazer abordagens enérgicas, com segurança", completou. O ex-sargento garantiu que nao irá se afastar voluntariamente da Comissao de Direitos Humanos. Ele só pretende fazer isso se os deputados decidirem investigar as denúncias.
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