Política Titulo Processo eleitoral e tecnologia

Lide Grande ABC debate os impactos da IA nas eleições

Seminário reúne especialistas em tecnologia, política, pesquisa e direito eleitoral para discutir desafios e oportunidades no processo eleitoral

18/06/2026 | 21:31
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FOTO: Denis Maciel/DGABC
FOTO: Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Os impactos da IA (Inteligência Artificial) nas eleições são tema do seminário promovido pelo Lide (Grupo de Líderes Empresariais) Grande ABC na noite desta quinta-feira (18), em Santo André. O evento reúne especialistas das áreas de tecnologia, política, pesquisa e direito eleitoral para discutir os desafios e oportunidades que a nova tecnologia traz para os processos eleitorais. A mediação do painel de debates está sob a responsabilidade do diretor de Redação do Diário, Evaldo Novelini. 

 A proposta do seminário é promover uma reflexão sobre o papel da inteligência artificial na comunicação política, na produção e disseminação de conteúdo, na análise de dados eleitorais, no combate à desinformação e nos desafios regulatórios que surgem diante das novas ferramentas tecnológicas.

Entre os conferencistas estão Magno Maciel, diretor-executivo do Grupo X-VIA, professor e pesquisador de IA; Paulo Serra, presidente estadual do PSDB de São Paulo e ex-prefeito de Santo André; Wilson Pedroso, sócio do Instituto de Pesquisas Real Time Big Data; e Leandro Petrin, advogado especialista em Direito Eleitoral e secretário da Comissão Especial de Direito Eleitoral do Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). A agenda conta também com a presença da deputada estadual Ana Carolina Serra (PSDB).

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Idealizador do seminário, o diretor-executivo do Lide Grande ABC, Walter Dias, destaca a importância de compreender os impactos da tecnologia no processo eleitoral, desde a campanha até os dias de votação, no primeiro e segundo turnos do pleito em outubro. 

“Atualmente, a inteligência artificial já está transformando a forma como nos comunicamos, consumimos informação e tomamos decisões. Discutir seus impactos no processo eleitoral é fundamental para compreender os reflexos que essa nova realidade pode trazer para a democracia, para a sociedade e para o ambiente de negócios”, afirma.

Maciel abre uma reflexão sobre a IA, algo novo, principalmente na corrida eleitoral. “Sem dúvida nenhuma, estamos vendo a IA progredindo a cada dia. Isso é bom, porque para os negócios, para a vida, ela tem se tornado uma ferramenta cada mais útil. Só que ao mesmo tempo está começando a trazer desafios que não tinhamos até então. Como lidar com a propagação de conteúdo falso? Como lidar agora a dificuldade que temos de discernir sobre o que é sintético, produzido pela máquina daquilo que é humano, produzido de fato de forma orgânica? Esse mundo, onde cada vez mais as coisas se misturam e se multiplicam com mais velocidade, é muito desafiador, especialmente no contexto como estamos agora, no Brasil eleitoral.”

O executivo explica que a chave para o uso adequado das ferramentas que podem influenciar decisões e mudar o resultado de uma eleição deve ter “uma discussão que vai desde o campo ético até o campo regulatório”.

Petrin cita que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) tem regras claras para o uso da IA, apesar de o tema ser novo, que ajudam o eleitor a identificar o que é real ou não.  “Qualquer utilização de inteligência artificial deve ser rotulada. Então, essa é uma obrigação. Há também o chamado apagão. Nas 72 horas antes da eleição deve ser suprimido qualquer material novo de inteligência artificial. Outra novidade é a possibilidade da remoção de páginas que gerem desinformação”, diz.

Pedroso, que também é estrategista político, destaca que a IA facilita desafios e não cria vantagens; “cria velocidade”. “A inteligência artificial não veio para atrapalhar a vida das pessoas, mas sim para facilitar. Quem sabe usar aumenta a produtividade, se for usada para o bem, como todas outras (ferramentas)”, esclarece.

Paulo Serra declara que o uso de novas tecnologias vai mudar o modo de pensar do eleitor. “Da mesma forma que lidavamos com as fake news (notícias falsas), agora vamos ter de lidar com a inteligência artificial para que não seja produto de desinformação. Então, a questão não é o problema que vamos nos deparar, não é com o algoritmo ou com a inteligência artificial. É com a capacidade que a inteligência humana tem de lidar com essas ferramentas", pontua.  

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