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Holanda supera Tunísia em 'treino de luxo' e pega Marrocos no mata-mata

Com o tranquilo resultado, terá pela frente os africanos na segunda-feira, às 22 horas (de Brasília), em Guadalupe, no México

25/06/2026 | 21:57
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FOTO: Reprodução/X/Seleção Japonesa
FOTO: Reprodução/X/Seleção Japonesa Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Pedra no sapato do Brasil na história das Copas do Mundo, com três triunfos em cinco compromissos (todos nas fases decisivas), a Holanda não será a adversária da equipe verde e amarela no mata-mata. Em 'treino de luxo' no Arrowhead Stadium, em Kansas City, no qual precisou de apenas seis minutos para abrir dois gols de vantagem, a seleção do corintiano Memphis Depay se garantiu na liderança do Grupo F com fácil triunfo por 3 a 1 e escapou do caminho da pentacampeã.

Com o tranquilo resultado, terá pela frente o perigoso Marrocos, segunda-feira, às 22 horas (de Brasília), em Guadalupe, no México. Será o quarto encontro entre holandeses e marroquinos na história e o segundo em Copas do Mundo. Em 1994, ainda pela fase de classificação, triunfo laranja por 2 a 1, que também serve para mostrar como anda o retrospecto, já que nunca empataram e os africanos ganharam apenas um duelo.

O confronto promete grande emoção, já que a Holanda nutre uma invencibilidade de 15 jogos sem perder no tempo normal ou na prorrogação em Copas do Mundo, maior série invicta da atualidade, enquanto o Marrocos soma 32 partidas em sequência sem sentir o gostinho amargo da derrota. Skhiri, contra a própria meta, e a aposta Brobbey anotaram os gols da etapa inicial, na qual a Holanda parecia um rolo compressor tamanha sua ambição de nova vitória - vinha de 5 a 1 na Suécia. Na etapa final, Mastouri diminuiu, mas Van Hecke logo anotou o terceiro, fechando a conta.

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COMEÇO ARRASADOR E DOIS GOLS EM APENAS SEIS MINUTOS

O jogo nada valia à eliminada Tunísia, mas tinha um peso gigante para a Holanda. Ganhar e manter vantagem no saldo de gols em disputa acirrada com o Japão significava fechar no topo da chave. E com ambição, a seleção necessitou de somente dois minutos para abrir frente.

Troca de passes rápidos, cruzamento de Dumfries e Skhiri, desengonçado, mandou às próprias redes em canelada vergonhosa. Brobbey, que faria o primeiro não fosse a lambança do defensor, apareceu livre para ampliar aos seis em massacre laranja. O jogo com conotação decisiva para a liderança o Grupo F se transformou rapidamente em um treino de luxo aos holandeses.

Ronald Koeman, que mexeu em algumas posições, observava seu leve ataque e a produção pelas laterais em jogadas ofensivas em sequência. Gakpo, duas vezes, Dumfries, Reijnders, Malen e até o zagueiro Van Dijk tiveram boas oportunidades para ampliar ainda antes do intervalo, mas não capricharam na hora de estufar as redes. A Tunísia vivia de lampejos em contragolpes explorando espaços dados pelos alas, porém, sem conclusões ou chutes bem distantes de um tranquilo goleiro Verbruggen.

SUSTO DA TUNÍSIA E HOLANDA DECISIVA

A segunda etapa começou com um jogador da Tunísia a menos em campo. Atenta, a árbitra Katia Itzel García paralisou, com a enorme vaia no estádio servindo para indicar a ausência do atrasado Skhiri - ainda tinha o número da camisa descolando. Repetindo a tática da etapa anterior, a largada holandesa foi em alta intensidade e por muito pouco Dumfries não ampliou.

O zagueiro pulou na bola para evitar o terceiro gol. A chuva chegou e se tornou um adversário a mais. Melhor para a Tunísia, que diminuiu em cabeçada de Mastouri após cobrança de escanteio diante de uma Holanda muito sossegada em campo com a vantagem tranquila.

Com o gol do Japão no outro jogo, a liderança que parecia fácil acabou indefinida - tudo estava igual. Ao saber do gol japonês, a Holanda deixou a preguiça de lado, voltou a jogar bola e sem problemas fez o terceiro em cabeçada de Van Hecke. Reijnders, em tentativa por cobertura, parou no travessão no retorno do massacre da favorita.

Dahmen evitou a goleada com duas defesas complicadas. Memphis Depay entrou somente aos 32 minutos, para explosão dos holandeses. Maior artilheiro da seleção com 55 gols, o astro goza de enorme prestígio das arquibancadas laranjas.

Mas desta vez sem gols ou assistências.

FICHA TÉCNICA

TUNÍSIA 1 X 3 HOLANDA

TUNÍSIA - Dahmen; Valery, Abdi, Talbi e Ben Hamida (Ben Ouanes); Khedira (Mahmoud), Skhiri, Hannibal Mejbri, Gharbi (Chaouat) e Slimane (Achouri); Mastouri (Tounekti). Técnico: Hervé Renard.

HOLANDA - Verbruggen; Dumfries, Van Hecke, Van Dijk e Aké; Gravenberch, De Jong (Koopmeiners) e Reijnders (Kluivert); Malen (Summerville), Gakpo (Lang) e Brobbey (Memphis Depay). Técnico: Ronald Koeman.

GOLS - Skhiri (contra), aos dois, e Brobbey, aos seis minutos do primeiro tempo; Mastouri, aos 8, e Van Hecke, aos 16 do segundo.

CARTÃO AMARELO - Não houve. ÁRBITRA - Katia Itzel García (MEX). PÚBLICO - 68.391 presentes. LOCAL - Arrowhead Stadium, em Kansas City (EUA).




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